Justiça determina que Arthur do Val exclua vídeos em que associa Tatto ao PCC

CAMILA MATTOSO
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça eleitoral determinou que o candidato Arthur do Val, o partido Patriota e o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) tirem das redes sociais propagandas que reproduzem uma pergunta feita por Arthur ao concorrente Jilmar Tatto (PT) sobre relação com a facção criminosa PCC. O PT recorreu ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob o argumento de que a peça seria ofensiva à honra de Tatto. A defesa de Arthur do Val e Kataguiri afirmou não ter realizado afirmação inverídica nem insinuado existir ligação entre Tatto e o PCC. O vídeo mostra pergunta feita por Arthur do Val a Tatto em debate na ConecTV, emissora de Osasco. "Eu quero fazer uma pergunta que nenhum outro candidato tem coragem de fazer. Estou cara a cara com o senhor e a pergunta é bem simples: qual que é a sua relação com o PCC?”, disse o candidato do Patriota. Em sua sentença, o juiz Renato Perine afirma que há, sim, insinuação de elo entre Tatto e PCC no vídeo divulgado. Ele diz, então, que se trata de propaganda ilegal, "sem demonstração de lastro na realidade". Nas redes sociais, Arthur do Val compartilhou texto de 2014 da revista Veja que tratava de encontro do então deputado do PT, Luiz Moura, com perueiros. A polícia civil se dirigiu ao local da reunião por suspeitar que ali se encontrariam operadores do sistema de transportes da SPTrans e integrantes do PCC. Moura foi suspenso e expulso do PT depois do episódio, mas sempre negou qualquer relação com o PCC. A relação que Arthur do Val tenta estabelecer é que Jilmar Tatto seria aliado de Moura e por isso teria alguma proximidade com o PCC. "Lave a sua boca antes de falar da minha família e falar de mim. Tenha respeito. Você como deputado não fez nada por São Paulo. Meça suas palavras. Não venha colocar suspeição na vida dos outros", respondeu o candidato petista no debate. Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, o Ministério Público Eleitoral solicitou que a Polícia Federal investigue Arthur do Val por calúnia após essas insinuações.