Justiça determina que nome de filho de Rogério de Andrade seja incluído na lista de procurados da Interpol

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O juízo da 1ª Vara Criminal Especializada da Capital determinou, no último dia 3, a expedição de um ofício solicitando que a Polícia Federal inclua o nome de Gustavo de Andrade e Silva, filho do contraventor Rogério de Andrade e tratado por outros integrantes do bando como Príncipe Regente, Filho, ou Zero Dois, na lista de procurados da Interpol difusão vermelha. A medida também pede que outras 11 pessoas, suspeitas de fazer parte de um grupo responsável por explorar jogos de azar no Rio e em outros estados, também sejam incluídas na mesma listagem.

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Todas são consideradas foragidas e fazem parte de um total de 27 pessoas que tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça, em maio, quando a Operação Calígula foi decretada. Rogério Costa de Andrade e Silva, mais conhecido como Rogério de Andrade, é sobrinho do falecido bicheiro Castor de Andrade, e já estava com o nome incluído na mesma lista, desde do dia 28 de abril último. Ele também é suspeito de ser o mandante da morte do bicheiro Fernando Iggnácio. Genro de Castor e inimigo de Rogério, Iggnácio foi morto com tiros de fuzil, no dia 10 de novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

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O crime, de acordo com investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DH), foi motivado pela disputa do controle de pontos de exploração do jogo do bicho, videopôquer e máquinas caça-níquel, na Zona Oeste. Por mais de dez anos, o sobrinho e o genro de Castor travavam uma guerra pelo controle dos negócios ilícitos do espólio de Castor de Andrade, ex- integrante da cúpula do jogo do bicho e ex-presidente da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel

A inclusão dos nomes na difusão vermelha da Interpol, determinada pela Justiça após pedido feito pelo MPRJ, pode possibilitar a captura no exterior dos 13 foragidos da Operação Calígula, caso sejam localizados fora do Brasil. Segundo o MPRJ, além de ser o segundo na hierarquia do bando chefiado por Rogério, o filho de Rogério de Andrade chegou a ficar à frente da organização criminosa, durante um breve período de 2018, quando o pai foi preso ao ir depor em uma vara federal, em junho daquele ano. Na denúncia assinada por promotores do Ministério Público, o herdeiro de Rogério de Andrade é apontado como o responsável por realizar reuniões para tratar da expansão dos domínios das áreas controladas pelo bicheiro.

De acordo com o MPRJ, Gustavo também gerenciaria atividades de casas de apostas exploradas pelo pai. Num episódio citado na investigação do Ministério Público, Gustavo teria planejado e implementado jogos de cartas em um bingo. A casa de apostas ficava no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca, e era administrada pelo ex-segurança de Rogério de Andrade, o PM reformado Ronnie Lessa. O militar é um dos dois presos pelas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, executados a tiros, em março de 2018 . Gustavo Andrade é irmão de Diogo Andrade, de 17. O rapaz morreu numa explosão, em 2010, durante um atentado que tinha o objetivo de matar Rogério de Andrade.

Ronnie Lessa é apontado na investigação do bando chefiado por Rogério como administrador de uma casa de apostas controlada pela quadrilha, que funcionava na Barra da Tijuca. Em junho de 2018, o local foi fechado e 80 máquinas caça-níqueis, apreendidas.

Segundo o MPRJ, com o aval de Rogério, Lessa pediu ao delegado Marcos Cipriano — preso durante a Operação Calígula — para marcar um encontro com a delegada Adriana Belém, da 16ª DP (Barra da Tijuca), unidade policial onde as maquinetas ficaram apreendidas.

De acordo com a denúncia, após a realização do encontro, que contou com a presença do inspetor Jorge Luiz Camilo Alves, braço-direito da delegada, as máquinas foram devolvidas. Elas acabaram sendo retiradas da delegacia num caminhão enviado por Lessa. Na casa da delegada, a polícia apreendeu, em maio, durante a deflagração da Operação Calígula, quase R$ 2 milhões em espécie. Na ocasião, ela teve a prisão decretada pela Justiça.

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