Justiça determina que Whatsapp bloqueie vídeo de Russomanno contra Boulos

Gustavo Schmitt
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Fotoarena / Roberto Casimiro
Fotoarena / Roberto Casimiro

SÃO PAULO — Justiça eleitoral mandou o aplicativo Whatsapp bloquear a disseminação de um vídeo que acusa, mesmo sem ter provas, o candidato Guilherme Boulos (PSOL) de contratar supostas empresas de fachada para sua campanha. A gravação foi produzido pelo blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, que chegou a ser preso no inquérito das fake news que tramita no Supremo Tribunal federal.

As imagens foram postadas no Youtube durante o debate dos candidatos promovidos pela Folha e UOL na quarta-feira. Logo após a publicação, o candidato Celso Russomanno (Republicanos) trouxe as acusações à tona contra o adversário do PSOL.

Naquele mesmo dia, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro levaram as acusações contra o candidato do PSOL para os assuntos mais comentados das redes sociais, principalmente no Twitter. A denúncia também foi compartilhada no Facebook pela página do Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro pretende criar no futuro, e por deputados estaduais e federais que são apoiadores do presidente. Bolsonaro é padrinho político de Russomano nesta eleição.

Desde então, a campanha de Boulos entrou numa batalha judicial e conseguiu fazer com que o blogueiro removesse o vídeo do ar.

No entanto, segundo consta no despacho, o Eustáquio voltou a fazer as acusações em outro vídeos também postados na plataforma "em afronta ao Poder Judiciário". Com isso, em outra decisão, a Justiça também mandou suspender a página no YouTube de Eustáquio.

A defesa de Boulos acusa Eustáquio de atacar o candidato com informações falsas.

Após participar do debate, Russomanno chegou a fazer uma gravação na frente dos endereços das empresas Kyrion Consultoria e a Filmes de Vagabundo LTDA, onde ninguém foi encontrado. Boulos disse que os prestadores de serviço trabalham em modo remoto em razão da pandemia e fez uma live em que entrevista os responsáveis pelas empresas e mostra o material que eles produziram para a campanha.

A primeira pertence a Beto Vasquez, estrategista de marketing político digital e foi contratada pela campanha de Boulos por R$ 500 mil. A outra, que recebeu R$ 28 mil, é de uma freelancer que já participou de festivais de cinema com diversas produções e na campanha do candidato foi a responsável, entre outras coisas, por um vídeo viral do carro do candidato, um Celta 2010, que tem até perfil no Instagram.