Justiça dos EUA se recusa a acusar policial que feriu homem negro em 2020

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O tio de Jacob Blake, Justin Blake, dirige-se à imprensa em 5 de janeiro de 2021 em Kenosha, Wisconsin (AFP/KAMIL KRZACZYNSKI)

Autoridades judiciais dos Estados Unidos confirmaram nesta sexta-feira (8) que não vão apresentar acusações criminais contra um policial que atirou em um homem negro pelas costas, em um incidente que reacendeu a revolta contra o racismo no país no ano passado.

O Departamento de Justiça informou em um comunicado que não vai apresentar acusações contra o policial no Departamento de Polícia de Kenosha (KPD) porque não há provas suficientes "para demonstrar que o policial do KPD usou a força excessiva intencionalmente".

Em 23 de agosto de 2020, Jacob Blake foi baleado na frente de seus três filhos, quando policiais na cidade de Kenosha, Wisconsin, tentavam detê-lo por um incidente de violência doméstica.

Os disparos, que deixaram Blake paralisado da cintura para baixo, provocou distúrbios em Kenosha e reacendeu a revolta contra a violência policial dirigida a afro-americanos, três meses depois do assassinato de George Floyd por um policial branco.

Em janeiro, as autoridades estaduais do Wisconsin também tinham se negado a processar os agentes envolvidos nos disparos dados em Blake com o argumento de que ele estava armado com uma faca durante sua detenção.

"Depois de uma revista cuidadosa e exaustiva, uma equipe de promotores federais com experiência determinou que não existe evidência suficiente para provar, para além de uma dúvida razoável, que o policial do KPD violou intencionalmente os estatutos federais de direitos civis criminais", concluiu o Departamento de Justiça.

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