Justiça do Equador pede à Bélgica extradição do ex-presidente Correa

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(Arquivo) O ex-presidente equatoriano (2007-2017) Rafael Correa fala durante uma entrevista à AFP no bairro de Coyaocan, na Cidade do México (AFP/ALFREDO ESTRELLA) (ALFREDO ESTRELLA)
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A Justiça equatoriana pediu a extradição do ex-presidente Rafael Correa, que vive na Bélgica e foi condenado à revelia a oito anos de prisão por corrupção, informou nesta sexta-feira (22) o presidente do Tribunal Nacional de Justiça, Iván Saquicela.

"Ontem (quinta-feira) assinei a decisão que dá início ao processo de extradição, como corresponde a lei, do ex-presidente Rafael Vicente Correa", disse Saquicela em entrevista ao canal Teleamazonas.

Acrescentou que o próximo passo é “que a nível diplomático sejam dados os passos necessários e indispensáveis para tornar realidade a extradição” da Bélgica, onde o ex-presidente vive desde 2017, ano em que terminou o seu mandato.

Correa, que governou o Equador entre 2007 e 2017, foi condenado à revelia a oito anos de prisão pelo crime de suborno no chamado caso Suborno 2012-2016. Esse crime, assim como os de peculato, concussão e enriquecimento ilícito são imprescritíveis neste país.

De acordo com a justiça equatoriana, durante o mandato de Correa tanto o ex-presidente como ex-funcionários e empresários participaram de um esquema de corrupção no qual subornos foram pagos em troca de contratos.

"Temos uma sentença firme. Há o acordo com a Bélgica e os acordos internacionais, mais a lei de extradição, que respaldam nosso pedido em lei estrita. Aqui não há juízos de valor", disse Saquicela.

Correa compartilhou a notícia em sua conta no Twitter, chamando o chefe do Tribunal Nacional de Justiça de "palhaço".

"Mais um papelão, infelizmente não só para este, mas para todo o sistema judiciário e o governo do qual ele é fantoche", escreveu o ex-presidente, que afirma ser vítima de perseguição política iniciada pelo ex-presidente Lenin Moreno ( 2017-2021), que foi seu aliado.

"É a quarta vez" que a justiça pede para capturá-lo, acrescentou.

Correa estava ligado ao caso de suborno de US$ 6.000 que entrou em sua conta bancária, que ele alega ser de um empréstimo de um fundo do partido. Ele também está sendo julgado, com mandado de prisão, pelo sequestro fugaz de um opositor na Colômbia em 2012.

pld/dg/aa

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