Justiça espanhola mantém eleições regionais antecipadas em Madri em maio

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A presidente da região de Madri, Isabel Diaz Ayuso

A Justiça espanhola anunciou neste domingo (14) que vai manter as eleições antecipadas regionais em Madri, no dia 4 de maio, convocadas pela presidente conservadora da comunidade autônoma, após o rompimento da coalizão com o partido liberal Cidadãos.

O Superior Tribunal de Justiça de Madri "rejeitou" um recurso apresentado na sexta-feira, em caráter de urgência, pelo gabinete do Parlamento regional para suspender a dissolução da câmara, antes dessas eleições, afirmou o Tribunal em nota.

Na quarta-feira, eclodiu uma crise político-jurídica quando a chefe do Executivo madrilenho, Isabel Díaz Ayuso, do Partido Popular (PP), convocou eleições após o partido com o qual governa na região, Ciudadanos, apresentar uma moção de censura contra o PP na região de Murcia (sudeste), no mesmo dia.

Declarando temer que o mesmo ocorra em Madri, Díaz Ayuso dissolveu a Assembléia regional na quarta-feira e convocou eleições para 4 de maio.

Os socialistas e o partido de esquerda Mais Madri apresentaram moções de censura contra Díaz Ayuso, com o intuito de bloquear as eleições antecipadas.

Isso levou o gabinete do Parlamento a ir a tribunal na sexta-feira, considerando que a Assembléia não poderia ser dissolvida porque moções de censura haviam sido registradas antes da publicação do decreto no Diário Oficial.

No entanto, o Tribunal de Justiça da região considerou que o poder de dissolução da presidente "é validamente exercido a partir do momento em que ela assina o Decreto de Dissolução e convoca as eleições" que se realizarão no dia 4 de maio.

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