Justiça Federal do Distrito Federal suspende interrogatórios de Lula na ação de caças suecos

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A Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu os interrogatórios do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho Luís Cláudio Lula da Silva no no processo que investiga irregularidades na compra de caças suecos Gripen para a Aeronáutica. As oitivas estavam marcadas para acontecer entre os dias 25 e 28 de maio.

A decisão é do juiz Frederico Botelho de Barros Viana, da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, e foi dada em uma ação em que a defesa do petista pede a declaração da suspeição dos procuradores da República Frederico de Carvalho Paiva e Herbert Reis Mesquita.

No pedido de suspeição, os advogados de Lula alegam que os procuradores “atuaram com a Lava Jato para criar acusações”. Eles ainda afirmam que as mensagens entre procuradores que atuavam na Lava-Jatoobtidas por hackers revelam que a denúncia dos caças foi idealizada pelos integrantes da operação de Curitiba, dentro de um "plano" que buscava liquidar Lula por meio de "acusações frívolas, apresentadas em número elevado e repetidas".

Ao suspender os depoimentos, o magistrado entendeu que os "graves fatos" apontados pelos advogados do ex-presidente precisam de "dilação probatória e contraditório", "mas não sob o enfoque da suspeição e sim sob a ótica da justa causa".

Por isso, abriu o prazo de 30 dias para que tanto o Ministério Público Federal (MPF) quanto os demais envolvidos no processo se manifestem sobre os argumentos da defesa de Lula. Em 2016, o caso dos caças suecos rendeu ao ex-presidente uma denúncia no âmbito da Operação Zelotes -- sob a acusação de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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