Justiça francesa condena empresa a pagar R$ 32 mil a vítimas de implante de silicone PIP

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A empresa alemã que certificou implantes mamários defeituosos da PIP (Poly Implant Prothese) foi condenada nesta quinta-feira (13) a pagar € 5.000 (cerca de R$ 32 mil) a 1.600 mulheres de diferentes nacionalidades que receberam as próteses. Os implantes mamários eram feitos com silicone industrial e tinham alta taxa de rompimento. Milhares de próteses PIP foram implantadas no Brasil.

O julgamento é o desfecho de um escândalo sobre as próteses da empresa francesa PIP que já tem mais de dez anos. Em 2010, a Agência Nacional Francesa para a Segurança de Medicamentos e Produtos Sanitários lançou um alerta após uma inspeção. A empresa usava silicone industrial, mais barato, para substituir o gel de silicone adequado nos implantes, o que aumentava a taxa de rompimento de suas próteses e colocava em risco quem a recebia.

Cerca de 400 mil implantes PIP foram vendidos em todo o mundo. Mais de 25 mil deles no Brasil, que o adotava em cirurgias feitas pelo Sistema Único de Saúde, de acordo com a Anvisa.

Dessa vez, a empresa no banco dos réus era a TÜV, responsável pela certificação dos implantes mamários. A certificadora alemã já havia sido condenada em primeira instância a pagar € 3.000 (R$ 19 mil) às vítimas, que recorreram e pediam um aumento na punição. A Justiça decidiu pelo valor de € 5 mil para cada vítima, totalizando cerca de € 8 milhões de prejuízo para a empresa (R$ 51 milhões).


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