Justiça holandesa condena autor de tiroteio à prisão perpétua por "terrorismo"

O advogado holandês Sebas Diekstra, segundo à direita, de Roos Verschuur, uma das vítimas de Gokmen Tanis, chega ao julgamento com o pai de Roos, segundo à esquerda e outros parentes

A Justiça holandesa condenou nesta sexta-feira (20) à prisão perpétua um homem nascido na Turquia por um tiroteio de teor "terrorista", que deixou quatro mortos em 18 de março do último ano, na cidade de Utrecht, no centro da Holanda.

Gokmen Tanis, de 38 anos, foi declarado culpado por atirar com uma pistola contra passageiros que estavam em um trem, enquanto gritava "Allahu Akbar" ("Deus é maior", em português).

Tanis "causou morte e destruição durante dois minutos e nove segundos", e foi "condenado pelo tiroteio de caráter terrorista", disse a Corte de Utrecht, em comunicado.

Ele foi declarado culpado pelo assassinato de quatro pessoas, por tentativa de assassinato de três pessoas, e por ameaça de um "crime terrorista" contra 17 pessoas.

"Só a prisão perpétua é apropriada", acrescentou o tribunal.

Tanis, já conhecido pela Justiça holandesa por roubo e estupro, foi preso no dia do ataque e confessou os seus crimes dias depois.

Matou uma mulher de 19 anos e três homens, de 28, 49 e 74 anos, além de ferir dezenas de pessoas.

O tiroteio foi o pior atentado cometido na Holanda.

O tribunal ressaltou que "segundo os especialistas, o seu crescente interesse pela religião e sua radicalização não são frutos de uma crença interna, mas sim de uma frustração por seus próprios problemas e fracassos na vida".