Justiça de Honduras autoriza extradição de ex-chefe policial por narcotráfico

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(Arquivo) Juan Carlos "Tigre" Bonilla, ex-chefe da Polícia Nacional de Honduras, após a sua prisão em Tegucigalpa, em 9 de março (AFP/Orlando SIERRA) (Orlando SIERRA)

A Suprema Corte de Justiça (CSJ) de Honduras ratificou nesta quarta-feira a extradição do ex-chefe da Polícia Nacional Juan Carlos "El Tigre" Bonilla para os Estados Unidos, onde é acusado de "supervisionar" as operações de narcotráfico do ex-presidente Juan Orlando Hernández.

Um juiz autorizou a extradição de Bonilla em 8 de abril. Quatro dias depois, a defesa recorreu da resolução, que precisava ser decidida pelo plenário de 15 magistrados da CSJ, de acordo com a legislação. O mesmo aconteceu com o ex-presidente (20014-2022) Juan Orlando Hernández, cuja extradição já foi autorizada e deve acontecer nesta semana, segundo autoridades locais.

Bonilla, diretor da Polícia entre 2012 e 2013, foi capturado em 9 de março ao norte de Tegucigalpa e levado para uma cela do Primeiro Batalhão de Infantaria, no sul da capital.

O comunicado do Judiciário acrescenta que os promotores federais de Nova York atribuem a Bonilla três acusações relacionadas com "participar na conspiração para importar substância controlada nos Estados Unidos [...], usar ou portar armas [...] em relação à conspiração para importação de narcóticos imputada na primeira acusação".

Promotores americanos acusam o ex-presidente Hernández de envolver militares, policiais e outros civis no tráfico de drogas para os Estados Unidos, o que converteu Honduras em um "narco-Estado". O chefe policial havia sido citado antes como "co-conspirador" do ex-deputado e irmão do ex-presidente, Juan Antonio "Tony" Hernández, condenado à prisão perpétua em março de 2021 pelo mesmo crime.

Em maio de 2021, veio à tona a informação de que os Estados Unidos haviam solicitado a extradição de Bonilla, que negou, então, as acusações que lhe foram atribuídas pela promotoria de Manhattan.

"Juan Carlos Bonilla Valladares, ex-chefe da Polícia Nacional de Honduras, supostamente abusou de seus cargos na polícia hondurenha para burlar a lei e desempenhar um papel-chave em uma violenta conspiração internacional de tráfico de drogas", indicou a promotoria de Nova York em 30 de abril de 2020.

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