Justiça indiana proíbe fogos de artifício em cidades poluídas por relação com avanço do vírus

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O monumento "Porta da Índia" em Nova Delhi praticamente invisível pela neblina de poluição
O monumento "Porta da Índia" em Nova Delhi praticamente invisível pela neblina de poluição

O tribunal indiano encarregado pelo meio ambiente ordenou, nesta segunda-feira (9), a proibição dos fogos de artifício durante a festa de Diwali nas cidades com o ar poluído, argumentando que existe uma relação entre a poluição e a propagação do coronavírus.

Diante da celebração do Diwali, grande festival hindu das luzes previsto para sábado, o tribunal considerou necessária a proibição devido ao papel da poluição em um novo aumento dos casos de coronavírus.

A poluição provocada por esses dispositivos pirotécnicos "agrava os riscos para a vida e a saúde", estimou. A proibição será aplicada até 30 de novembro em todas as cidades com uma maior poluição, ou seja, quase todo o norte da Índia.

Nova Délhi e os estados de Rajasthan, Haryana, Maharastra e Bengala Ocidental já proibiram ou limitaram sua venda e uso.

No resto do país, os estados planejam autorizá-los no sábado por um tempo limitado a uma hora.

Para o tribunal, a proibição deve ser "absoluta" em Nova Délhi devido à poluição e ao aumento de casos de covid-19.

A capital indiana, com nível "severo" de poluição há quase uma semana segundo índices oficiais, registrou no domingo um recorde diário de 7.750 novos casos de coronavírus.

A Índia é o segundo país no mundo mais afetado pela pandemia em número de casos, atrás dos Estados Unidos, com 8,5 milhões de casos e quase 127.000 mortos.

Os fabricantes de fogos de artifício exigem indenizações públicas por esta proibição. 

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