Justiça italiana suspende procedimento contra Puigdemont à espera da decisão europeia

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Um tribunal italiano suspendeu, nesta segunda-feira (4), a análise do mandado de prisão europeu e o pedido de extradição para a Espanha do líder separatista catalão Carles Puigdemont, à espera de uma decisão da Justiça europeia sobre sua imunidade - informou um de seus advogados.

Puigdemont, alvo de uma ordem europeia de detenção emitida pela Espanha para sua extradição por uma tentativa de secessão da Catalunha em 2017, compareceu nesta segunda-feira (4) aos juízes do tribunal de apelações de Sassari, em Sardenha.

"É hora de dizer à Espanha e direi em italiano, 'basta', chega de seguir um caminho que não dá nenhum resultado", disse Puigdemont durante uma coletiva de imprensa realizada em Alguer, cidade da Sardenha com forte laços com o povo catalão.

O líder separatista foi detido em 23 de setembro ao chegar em Alguer, ao noroeste da ilha italiana, para participar de um evento sobre a cultura catalã. Ele foi solto no dia seguinte.

Nesta segunda-feira, os três juízes do tribunal de Sassari decidiram é preciso aguardar a decisão da Justiça europeia antes de adotar uma medida sobre a questão.

O tribunal de Sassari, na ilha italiana da Sardenha, "suspendeu (o procedimento) à espera de que se decidam duas questões preliminares ante o tribunal da União Europeia: a de sua imunidade e a da última posição do juiz espanhol" sobre a extradição, explicou o advogado italiano Agostinangelo Marras, após a audiência.

"O caso não está encerrado, está suspenso", acrescentou Marras.

“Nestes quatro anos, com estes três mandados de prisão... Compareci perante três jurisdições diferentes, a belga, a alemã e a italiana. A Espanha não atingiu nenhum dos seus objetivos políticos, digo políticos porque é evidente que a Espanha usa o poder judiciário (...) para atingir objetivos políticos", afirmou.

Pela manhã, ao entrar no tribunal, Puigdemont foi recebido por dezenas de militantes separatistas catalães e de Sardenha que gritavam "Liberdade, liberdade!", observou uma correspondente da AFP.

Também teve o apoio de Toni Comín e Clara Ponsatí, dois eurodeputados sobre os quais pesam as mesmas ordens europeias de prisão emitidas pela Espanha. Também estava Jordi Sánchez, líder de uma associação separatista no momento da tentativa de secessão em 2017 e libertado em junho após ter cumprido quatro anos de prisão.

A estratégia de Puigdemont, eurodeputado desde 2019, é demonstrar que é um perseguido político e que “o caminho não é o uso do código penal”, mas a “solução do conflito catalão”, frisou à imprensa.

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