Justiça manda soltar jovem que acusou agente penitenciário de estupro dentro de casa de custódia no Rio

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RIO — A Justiça do Rio colocou em liberdade a jovem de 24 anos, que estava presa na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, e que acusou de estupro o agente penitenciário Alcides Barbosa de Abreu, no último sábado. Segundo a polícia, o crime aconteceu poucas horas após a mulher dar entrada no presídio. De acordo com Justiça, a mulher ficará em liberdade provisória acautelada, "mediante compromisso de cumprimento de algumas medidas cautelares".

A jovem foi detida no sábado após tentar entrar com 100 gramas de maconha, para o namorado, que cumpre medida socioeducativa no Unidade Dom Bosco do Degase, na Ilha do Governador. Por sua vez, o Tribunal de Justiça manteve a prisão do suspeito. Ele foi transferido da Cadeia Pública José Frederico Marques para Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária, na manhã desta segunda-feira. Segundo a Seap, Abreu confessou que fez sexo com a detenta. Preso em flagrante, o agente passou por uma audiência de custódia nesse domingo, segundo a secretaria.De acordo com o boletim de ocorrência, Alcides era responsável pela entrada da vítima na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. Ele levou a jovem para o banheiro da triagem, obrigando a fazer sexo oral nele e outros atos de natureza sexual. O homem teria dito à presa que adiantaria a sua audiência de custódia em troca.Alcides Barbosa tem dois registros de ocorrência: um por agredir a mulher e outro por ameaçar o pai.A Seap informou que uma policial penal feminina, que estava no plantão na unidade, ao tomar conhecimento do ocorrido, avisou a direção da unidade, que determinou a apresentação dos envolvidos na 21ª DP (Bonsucesso).

'Faraó dos bitcoins':Entenda qual é o papel de cada um dos indiciados pela PF no grupoO delegado Hilton Alonso, titular da 21ª DP, distrital que vai investigar o caso, contou que o agente penitenciário se recusou a prestar depoimento “e disse que iria depor apenas em juízo”.— Mas, para o diretor (da Cadeia José Frederico Marques), em um depoimento preliminar, ele disse que foi (sexo) consensual. Mas, durante o depoimento na delegacia ele ficou calado. Foi colhido o material, o esperma na roupa e na máscara da menina. O material estava lá e não tem como negar — disse Alonso.

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