Justiça marca audiência para definir uso de valores do acordo da J&F no combate ao coronavírus

Aguirre Talento

BRASÍLIA - O juiz federal Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, marcou uma audiência de conciliação para definir a antecipação e o uso de valores do acordo de leniência do grupo J&F (dono da JBS) nas ações de combate ao coronavírus.

A Força-Tarefa Greenfield, do Ministério Público Federal, havia solicitado à Justiça a antecipação do pagamento do total de R$ 11,4 bilhões do acordo de leniência, que está previsto para ser quitado em 25 anos. Com essa antecipação, um montante de R$ 7,5 bilhões seria destinado às autoridades de saúde para bancar ações de combate ao coronavírus no Brasil. Representantes da J&F, porém, recusaram a proposta do MPF sob alegação de que a empresa não tinha disponibilidade orçamentária para isso.

Diante do impasse, o juiz federal Vallisney de Oliveira marcou uma audiência de conciliação entre as partes para discutir o assunto e tentar chegar a um meio-termo. A audiência ficou agendada para o dia 6 de abril.

Em nota divulgada nesta semana, a J&F afirmou que está direcionando esforços no combate ao coronavírus. “Todos os esforços das empresas do grupo J&F, de Joesley e Wesley Batista, estão direcionados para o combate ao coronavírus e à manutenção dos empregos gerados pela holding. O Grupo atua em atividades essenciais, de produção de alimentos e de produtos de higiene e limpeza para as famílias brasileiras”, diz a nota.

Prossegue a empresa: “No Brasil, o grupo emprega mais de 130 mil pessoas diretamente e 500 mil indiretamente. Na maior crise de saúde pública e, possivelmente, o maior desafio econômico e financeiro mundial dos últimos tempos todas as decisões precisam de racionalidade e principalmente responsabilidade tanto da empresa quanto da Força-Tarefa Greenfield”.