Justiça nega pedido de Martha Rocha para tirar do ar vídeo que cita delação e Cabral

Paulo Cappelli
·1 minuto de leitura

RIO — A Justiça Eleitoral negou, nesta sexta-feira (30), um pedido da candidata à prefeitura do Rio Martha Rocha (PDT) para retirar do ar um vídeo produzido pela campanha de Eduardo Paes (DEM) com críticas à pedetista, sob o argumento de que o conteúdo seria "sabidamente inverídico, misógino, preconceituoso contra as mulheres, difamatório e calunioso".

A peça divulgada na propaganda de televisão afirma: "Delegado preso com mala cheia de dólares dos bicheiros namorava Martha Rocha na época. Delator garante que Martha Rocha recebeu R$ 300 mil em dinheiro. Martha Rocha foi chefe de polícia do Cabral e não prendeu nenhum figurão corrupto da polícia ou da política. Dá para acreditar quando Martha Rocha fala em ética e honestidade? Chega de arriscar. O Rio não merece outro Crivella".

Ao negar o direito de resposta para Martha Rocha, a juíza eleitoral Luciana Mocco explicou que as informações sobre a delação e sobre o suposto relacionamento com o delegado preso "foram demonstradas pelo requerido (Paes) por matérias jornalísticas trazidas aos autos, afastando, portanto, a hipótese de informação sabidamente inverídica".

Sobre a crítica de que, como chefe da Polícia Civil de Cabral, Martha não teria prendido nenhum "figurão", Luciana Mocco afirmou que o argumento foi "lançado no contexto de debate eleitoral e liberdade de expressão" e que "não constatou elemento objetivo ao crime de calúnia, injúria ou difamação que possa ir além de ordinária dialética política entre candidatos".