Justiça ordena expropriação de bens da mulher de Escobar

(Arquivo) O líder do cartel de Medellín, Pablo Escobar, em data não divulgada

Um apartamento luxuoso em Medellín, carros caros e adegas. Passados 25 anos da morte do traficante de drogas Pablo Escobar, um tribunal da Colômbia ordenou a expropriação de 16 bens de sua mulher e de familiares de um de seus comparsas.

"A Procuradoria provou que todos os bens afetados provinham do capital obtido no desenvolvimento de atividades criminosas relacionadas ao narcotráfico que foram realizadas por Pablo Emilio Escobar Gaviria e por seus comparsas", indicou o órgão, em nota divulgada nesta quinta-feira (22).

Os bens estão em nome de Victoria Eugenia Henao, mulher de Escobar, e da mãe e de uma irmã do temido Jhon Jairo Velásquez Vásquez, conhecido como Popeye, do desaparecido Cartel de Medellín.

Entre as propriedades, há um apartamento no luxuoso bairro de El Poblado de Medellín, epicentro da guerra deflagrada por Escobar contra o Estado no final dos anos 1980 e início dos 1990.

Também há três adegas, três veículos, uma casa, terrenos e imóveis comerciais.

Os bens serão transferidos para o Estado, mas as partes ainda podem recorrer da decisão em um tribunal de Bogotá.

Morto em dezembro de 1993 após uma feroz caçada que contou com forças do governo americano e também com forças ilegais, Escobar foi, durante anos, o homem mais procurado da Colômbia.

Milhares de pessoas morreram em ataques ordenados pelo chefão do tráfico, cuja família teve de deixar o país após sua morte por questões de segurança. Sua mulher e os dois filhos vivem em Buenos Aires.

Já "Popeye", condenado a 30 anos de prisão, está em liberdade desde agosto de 2014, após cumprir três quintos da pena e ter colaborado com a Justiça. Ele admitiu ter matado pelo menos 250 pessoas e organizado o assassinato de outras 3.000.