Justiça pede 4 anos de prisão para um dos líderes do ataque ao Capitólio

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Jacob Chansley ao lado de outros partidários de Donald Trump, em 6 de janeiro de 2021 no Capitólio, em Washington (AFP/SAUL LOEB)

A Justiça dos Estados Unidos pediu nesta quarta-feira (10) 51 meses de prisão para um ativista pró-Trump que se tornou um dos símbolos do ataque ao Capitólio de 6 de janeiro, de acordo com documentos judiciais.

Jacob Chansley, um autoproclamado "xamã" que aderiu às teorias da conspiração QAnon, foi preso dias após os incidentes na capital americana. Podendo pegar até 20 anos de prisão, ele se declarou culpado de invasão de propriedade e conduta violenta no início de setembro em um tribunal federal em Washington.

Seu advogado, citando "seu sincero remorso", seus problemas psicológicos e os 317 dias de detenção, pediu a "compaixão do tribunal" para impor uma sentença "muito mais leve" ao seu cliente.

Armado com uma lança, sem camisa e usando um cocar de chifres de búfalo, Chansley, um jovem de 34 anos originário de Phoenix, Arizona, participou da invasão ao lado de centenas de apoiadores de Donald Trump para impedir que os congressitas americanos validassem a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais.

Outro invasor, Scott Fairlamb, de Nova Jersey, foi condenado nesta quarta-feira a 41 meses de prisão por seu envolvimento no ataque e agressão a um policial, a sentença mais dura já proferida contra as quase 660 pessoas acusadas. Fairlamb se declarou culpado em agosto.

Em um documento divulgado na noite de terça-feira, a promotoria indicou que Jacob Chansley havia, "muito antes dos acontecimentos de 6 de janeiro", incentivado nas redes sociais a "denunciar os políticos, a mídia e o sistema eleitoral corrupto".

No dia do ataque, ele "incitou outros manifestantes" e "deixou uma mensagem ameaçadora" contra o vice-presidente Mike Pence, acrescentou.

Chansley "aceitou a responsabilidade por sua conduta e concordou em cooperar com as autoridades", mas "esses atos empalidecem em comparação com a falta de respeito que o réu demonstrou pela lei e pela democracia", afirma o documento.

Um total de 658 pessoas foram acusadas em vários graus por seu envolvimento no ataque, de acordo com o Programa de Pesquisa de Extremismo da Universidade George Washington.

Cinco pessoas foram mortas durante ou logo após o ataque, incluindo um policial e uma manifestante, abatida por um policial dentro do prédio.

Além disso, dois policiais cometeram suicídio nos dias e semanas que se seguiram, sem que uma ligação direta com os acontecimentos fosse estabelecida.

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