Justiça proíbe propaganda que associa Jaques Wagner a corrupção

JOÃO PEDRO PITOMBO
Ricardo Stuckert

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - A Justiça Eleitoral da Bahia proibiu a exibição de uma inserção de propaganda partidária que associava o ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) e o governador Rui Costa (PT) a esquemas de corrupção.

A propaganda, assinada pela coligação do candidato a governador José Ronaldo (DEM), cita as investigações sobre as suspeitas de superfaturamento das obras da Arena Fonte Nova e sobre suposto uso de caixa 2 na campanha de Rui Costa em 2014.

A investigação relacionada à Arena Fonte Nova resultou na operação Cartão Vermelho, realizada em março deste ano pela Polícia Federal. Na operação, foram realizadas busca e apreensão no apartamento do ex-governador Jaques Wagner. 

A suspeita é que tenha acontecido um sobrepreço de R$ 450 milhões no contrato entre o governo da Bahia e a concessionária Fonte Nova Participações -formada pelas empreiteiras OAS e Odebrecht-, responsável pela construção e gestão do estádio. 

Na propaganda do DEM, um locutor afirma que aconteceram "muitos casos de polícia" nos governos do PT da Bahia.

A decisão de suspender o comercial foi tomada pela juíza auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, desembargadora Carmem Lúcia Santos Pinheiro.

Para justificar a decisão, a juíza argumentou que "ainda não se tem notícia do efetivo ajuizamento de ações na Justiça Criminal" para investigar o caso.