Justiça do RS adia júri de mãe acusada de matar o filho; menino foi encontrado em caixa de papelão

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RIO — A Justiça do Rio Grande do Sul adiou o julgamento de Alexandra Salete Dougokenski, acusada de matar o filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos. O júri seria realizado em novembro próximo, mas a juíza Marilene Parizotto determinou como nova data 21 de março de 2022. Ela citou que a mudança na data "se deve a contratempos no cronograma original de realização do julgamento (...), afetado pelo ataque cibernético aos sistemas do Tribunal de Justiça". Na mesma decisão, assinada nesta segunda-feira, a magistrada mantém a prisão da ré.

O crime aconteceu em Planalto, em maio do ano passado. Num primeiro momento, no dia 15 daquele mês, Alexandra procurou a polícia dizendo que Rafael havia desaparecido. Os policiais, no entanto, desconfiaram do comportamento dela, que não participava das buscas e nem demonstrava preocupação. A mulher chegou a dar entrevistas pedindo informações sobre o paradeiro do filho.

Dez dias depois, Alexandra mostrou à polícia onde estava o corpo do filho. Rafael foi encontrado dentro de uma caixa de papelão que estava no terreno de uma casa de uma vizinha onde o menino vivia com a mãe. À época, a mulher alegou que havia matado o filho acidentalmente com medicamentos e que, ao perceber que ele havia morrido, usou uma corda para transportar o corpo.

Depois, de acordo com a polícia, Alexandra confessou ter estrangulado o menino. Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi cometido porque a mulher sentia-se incomodada pelo fato de o filho jogar no celular em horários não permitidos por ela e por ele gritar e falar alto quando participava de jogos on-line.

Para o MP, Alexandra — que após a morte de Rafael comprou cosméticos num site, segundo a investigação da Polícia Civil — demonstra ter um comportamento frio, obstinado, que não admitia confronto nem ser desobedecida. O Ministério Público destacou também que a mulher tentou incriminar o pai do menino e o irmão mais velho dele.

Alexandra responde a quatro crimes: homicídio quadruplamente qualhificado (motivo torpe, motivo fútil, asfixia, recurso que dificultou defesa da vítima); ocultação de cadáver; falsidade ideológica; e fraude processual.

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