Justiça de SP manda soltar motorista de BMW que atropelou motoboys

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SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo mandou soltar a motorista de uma BMW presa depois de atropelar e arrastar uma fileira de motos que estavam estacionadas na rua. Durante o atropelamento, um motoboy morreu e outro ficou gravemente ferido sobre a calçada.

Ela foi liberada na tarde deste domingo da 8ª DP, localizada no Portal do Morumbi, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo a sentença, a liberdade provisória está condicionada ao pagamento de fiança de R$ 22 mil, no prazo de cinco dias.

O episódio ocorreu na madrugada deste domingo (27) em frente à empresa Zé Delivery, no Cambuci, na região Sul de São Paulo. A dentista Danielle Piorelli Almeida Diniz, de 42 anos, foi presa em flagrante pela Polícia Militar (PM) e acabou levada a uma delegacia. Ela foi indiciada pela Polícia Civil pelos crimes de homicídio e lesão corporal na direção do veículo, ambos na modalidade culposa, ou seja, sem a intenção de matar ou de machucar.

Na sentença, o juiz Luis Gustavo da Silva Pires menciona depoimentos de testemunhas do acidente, segundo as quais Danielle atingiu motocicletas estacionadas, vítimas na calçada e árvores, "chegando a arrancá-las". Ainda segundo esses depoimentos, a motorista e o carona tentaram fugir do local, mas foram impedidos pelos motoboys.

Segundo o juiz, há indícios suficientes do crime de homicídio culposo e lesão corporal. Como a indiciada é primária, entretanto, ele diz que "não se mostra plausível, neste momento, considerando a conjuntura excepcional que o mundo atravessa, o encarceramento provisório, apesar da gravidade do delito".

Ainda de acordo com a sentença, Danielle terá de comparecer todo mês em juízo para informar e justificar suas atividades, assim como eventual atualização de endereço. Não poderá se ausentar da comarca de residência por mais de oito dias sem comunicação prévia. E terá de se recolher em sua residência no período noturno.

Segundo o portal G1, testemunhas afirmaram que a mulher dirigia em alta velocidade na Rua Basílio da Cunha por volta da 1h30. O limite máximo para a via é de 40km/h. De acordo com a polícia, a condutora do veículo não prestou socorro às vítimas.

Vinícius Rodrigues de Oliveira, de 21 anos, morreu no local. Outro motoboy, Ygor Santos de Jesus, de 26, foi socorrido com ferimentos e acabou levado ao pronto-socorro do Hospital São Paulo, na capital. Segundo outros motociclistas, o estado de saúde dele era considerado grave. Ele teve diversas fraturas pelo corpo.

Ao G1, o advogado César Augusto Suman, que defende a motorista, afirmou que o atropelamento dos motociclistas "foi uma tragédia" e classificou o acidente como "lamentável, que poderia acontecer com qualquer um." Disse ainda que sua cliente não dirigia sob efeito de bebida alcoólica e que ela toma remédios controlados.

Em depoimento à polícia, Danielle disse que dois motivos podem ter provocado o atropelamento: "sua sandália, que se rompeu e não sabe se isso pode ter atrapalhado" no momento de acionar os pedais do carro; ou o fato de que "se assustou com uma motocicleta que saiu e também não sabe se isso pode ter causado o acidente."

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