Justiça suspende falência da Máquina de Vendas, dona da Ricardo Eletro

A falência da Máquina de Vendas, controladora da Ricardo Eletro, decretada na quarta-feira foi suspensa nesta sexta-feira. A decisão é da 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça estadual de São Paulo. O relator, o desembargador Maurício Pessoa, acolheu recurso apresentado pela empresa.

Na decisão, Pessoa destacou que “a manutenção da quebra poderá gerar danos irreversíveis” para a empresa, que está em processo de recuperação judicial.

— Conseguimos reverter a decisão, especialmente pelo risco de dano à empresa. Seguimos firme no nosso objetivo e no nosso plano, nada muda — disse Pedro Bianchi, presidente da Máquina de Vendas.

O grupo pediu recuperação judicial em agosto de 2020, então com uma dívida superior a R$ 4 bilhões. Naquele momento, as 300 lojas físicas da Ricardo Eletro foram fechadas, resultando na demissão de 3.600 colaboradores.

O plano de recuperação foi aprovado em assembleia por 75% dos credores, mas ainda não foi homologado pela Justiça.

Com um total de 17 mil credores, o plano apresentado foi contestado por 17 deles judicialmente. Nenhum dos credores, contudo, como afirma Bianchi, pediu a falência da empresa.

A Máquina de Vendas planeja fazer o relançamento de suas operações na próxima semana, com nova logomarca e campanha, apostando no avanço da operação via marketplace e mirando em voltar ao varejo físico em 2023.

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