Justiça absolve homem acusado de estuprar Mari Ferrer: 'Ausência de provas'

Acusado de estuprar Mari Ferrer foi absolvido (Foto: Instagram/Reprodução)
Acusado de estuprar Mari Ferrer foi absolvido (Foto: Instagram/Reprodução)

A justiça de Santa Catarina decidiu absolver o empresário André de Camargo Aranha, de 43 anos, acusado de estuprar a influenciadora digital Mari Ferrer, em um beach club de Jurerê Internacional, em dezembro de 2018. A sentença foi publicada na quarta-feira (9).

“Fez-se justiça, demonstramos nos autos que não havia prova qualquer que pudesse responsabilizar nosso cliente por uma violação que ele não cometeu”, afirmou Claudio Gastão da Rosa Filho, advogado do empresário.

Na decisão, o juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, aceitou os argumentos da defesa de André de Camargo Aranha e entendeu que pela ausência de “provas contundentes nos autos a corroborar a versão acusatória” o empresário não era culpado pelo crime.

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), responsável pela acusação, também se manifestou pela absolvição do acusado ante a “ausência de provas”, em suas alegações finais.

“Portanto, como as provas acerca da autoria delitiva são conflitantes em si, não há como impor ao acusado a responsabilidade penal, pois, repetindo um antigo dito liberal, ‘melhor absolver cem culpados do que condenar um inocente’. A absolvição, portanto, é a decisão mais acertada no caso em análise, em respeito ao princípio na dúvida, em favor do réu (in dubio pro reo), com base no art. 386, VII, do Código de Processo Penal”, escreveu o juiz.

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Segundo Mari, no início de agosto deste ano, a defesa de André teria manipulado fotos suas para anexar ao protocolo do caso. “A defesa de forma sórdida e ardilosa protocolou dentro do processo fotos manipuladas como se eu estivesse nua (nunca fotografei assim) e anexou junto um site indevido fazendo correlação ao produto de skincare que já divulguei como influenciadora juntamente das imagens deturpadas”.

Mari também teve sua conta do Instagram bloqueada “devido a um processo judicial”. Até agora, ela não teve a sua conta do Instagram recuperada. Já André, que tem alto poder aquisitivo, tem suas contas ativas e, inclusive, com fotos com famosos, como o jogador Gabriel Jesus.

Da sentença cabe apelação. Ou seja, busca a reforma ou a invalidação da sentença.

Relembre o caso

Foto: Reprodução/Instagram e Twitter
Foto: Reprodução/Instagram e Twitter

Em maio de 2019, Mariana Ferrer, com 21 anos na época, utilizou o seu Instagram para contar sobre um estupro que sofreu após ter sido dopada em um famoso beach club de Florianópolis.

“Não é nada fácil ter que vir aqui relatar isso. Minha virgindade foi roubada de mim junto com meus sonhos. Fui dopada e estuprada por um estranho em um beach club dito seguro e bem conceituado da cidade”, relatou à época.

O empresário foi indiciado pela Polícia Civil em 2019 por estupro de vulnerável e os exames provaram que houve conjunção carnal. Ou seja, introdução completa ou incompleta do pênis na vagina, ruptura do hímen de Mariana e ainda identificaram sêmen dele em sua calcinha. No entanto, André de Camargo Aranha afirma que nunca teve contato físico com ela.