Justiça absolve Lula em ação que investigava caso de corrupção

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Lula era investigado por supostamente receber propina em 2009 (AP Photo/Matilde Campodonico)
Lula era investigado por supostamente receber propina em 2009 (AP Photo/Matilde Campodonico)
  • Justiça Federal entendeu que Lula é inocente das acusações de corrupção feitas pelo MPF

  • O ex-presidente era investigado por supostamente ter recebido propina em 2009

  • Juiz responsável pelo caso entendeu que não houve provas suficientes contra o petista

A Justiça Federal em Brasília absolveu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da acusação de aceitar propina para favorecer montadoras em 2009. O petista era um dos sete investigados no caso, ao lado de seu ex-chefe de gabinete Gilberto Carvalho e outras cinco pessoas.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o juiz Frederico Botelho de Barros Viana entendeu que a investigação não “demonstrou de maneira convincente” que Lula e os outros acusados “teriam participado no contexto supostamente criminoso”.

Ex-presidente foi absolvido pela Justiça Federal em Brasília (AP Photo/Eraldo Peres)
Ex-presidente foi absolvido pela Justiça Federal em Brasília (AP Photo/Eraldo Peres)

A denúncia contra o ex-presidente foi oferecida pelo Ministério Público Federal em 2017 e teve início na operação Zelotes. De acordo com o órgão, Lula e Carvalho teriam recebido R$ 6 milhões em troca da edição da MP 471.

O pagamento teria sido feito pela empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos, que representava a CAOA (Hyundai) e a MMC (Mitsubishi do Brasil). Ela teria desembolsado o valor pela MP que prorrogou incentivos fiscais a montadores instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste.

Procuradoria mudou de posição

Ao longo de maio, porém, a Procuradoria mudou de posição e solicitou que o ex-presidente fosse absolvido. O juiz responsável pelo caso também entendeu que Lula era inocente no caso.

“Embora existam elementos que demonstrem a atuação por parte da empresa de Mauro Marcondes, no que se refere à prorrogação de benefícios fiscais às empresas CAOA e MMC, não há evidências apropriadas e nem sequer minimamente aptas a demonstrar a existência de ajuste ilícito entre os réus para fins de repasse de valores em favor de Lula e Gilberto Carvalho”, decretou Barros Viana.

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