Justiça condena Hans River a indenizar Patrícia Campos Mello em R$ 50 mil

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Hans River em depoimento na CPMI das Fake News - Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Hans River em depoimento na CPMI das Fake News - Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
  • Hans River foi condenado a pagar R$ 50 mil para a jornalista da Folha Patrícia Campos Mello

  • Ainda cabe recurso da decisão

  • Hans River mentiu sobre a jornalista ao dizer que ela se insinuou para ele em troca de informações

A Justiça de São Paulo condenou Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da empresa Yacows, a indenizar a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, em R$ 50 mil.

A decisão foi tomada na última quarta-feira (14) pelo juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª Vara Civil de São Paulo, e foi divulgada pela Folha. Além de pagar indenização, Hans River deve arcar com as custas processuais e advocatícios no valor de 15% da condenação. Ainda cabe recurso.

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A Yacows é uma empresa de disparo de mensagens em massa. Hans River foi fonte de Patrícia Campos Mello em uma matéria em que a jornalista revelou que o então candidato, e agora presidente, Jair Bolsonaro (sem partido) fez campanha por meio de mensagens pelo Whatsapp.

Campos Mello entrou na Justiça depois de Hans insulta-la, quando prestou depoimento à CPMI das Fake News, no Congresso Nacional, em 11 de fevereiro de 2020. O ex-funcionário da Yacown alegou que a jornalista havia se insinuado sexualmente a ele para conseguir informações.

Em dezembro de 2018, Patrícia Campos Mello publicou uma reportagem relevando uma rede de empresas que usava nomes falsos e CPF de idosos para fazer esse disparo de mensagens em massa.

Ao depor, Hans River disse que a jornalista queria “um determinado tipo de matéria a troco de sexo”. A declaração foi reproduzida pelo deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

As mensagens trocadas entre Hans River e Patrícia Campos Mello mostraram que a jornalista, além de nunca ter proposto uma matéria “a troco de sexo”, também rejeitou um convite de Hans para sair e ignorou mensagens dele.

Jair Bolsonaro também foi condenado por ofender a jornalista

BRASILIA, BRAZIL - MARCH 31: President of Brazil Jair Bolsonaro speaks during pronouncement on the new emergency aid amidst the coronavirus pandemic  (COVID-19) at the Planalto Palace, on March 31,2021 in Brasilia, Brazil. Brazil has over 12,658,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 317,646 deaths. (Photo by Mateus Bononi/Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro também foi condenado a indenizar a jornalista (Foto: Mateus Bononi/Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi condenado a indenizar a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, por atacá-la com insultos machistas em fevereiro de 2020. As informações são do site “Jota”.

A decisão de primeiro grau foi proferida na última sexta-feira (26) pela juíza Inah de Lemos e Silva Machado, da 19ª Vara do Foro Central Cível de São Paulo. A indenização por danos morais foi arbitrada em R$ 20 mil, valor menor do que o pedido por Campos Mello (R$ 50 mil).

Em fevereiro de 2020, Bolsonaro disse sobre Patrícia Campos Mello, autora de uma reportagem investigativa sobre crimes digitais durante as eleições de 2018: “Ela queria, ela queria um furo. Ela queria dar o furo [risada geral] a qualquer preço contra mim”.

Condenação a Eduardo Bolsonaro

Brazilian Deputy Eduardo Bolsonaro, son of Brazilian President Jair Bolsonaro, gestures during the swearing-in ceremony of Brazil's new Health Minister Nelson Teich (out of frame) at Planalto Palace in Brasilia, on April 17, 2020. - Teich replaces Luiz Henrique Mandetta, who had several disagreements with President Jair Bolsonaro in conducting the fight against the COVID-19. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Deputado federal Eduardo Bolsonaro foi condenado a pagar R$ 30 mil paga a jornalista da Folha (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)

A Justiça de São Paulo condenou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) a indenizar a jornalista Patrícia Campos Mello, repórter e colunista da Folha de S. Paulo, em R$ 30 mil por ofensas proferidas durante uma transmissão ao vivo. As informações são do site “Jota".

A decisão de primeiro grau foi divulgada nesta quarta-feira (20) pelo juiz Luiz Gustavo Estevez, da 11ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP).

A jornalista ajuizou a ação por uma declaração dada pelo filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que afirmou que Campos Mello “tentava seduzir [fontes jornalísticas] para obter informações que fossem prejudiciais a Bolsonaro". O deputado ainda compartilhou as alegações em suas redes sociais.

A defesa da jornalista também alega que o deputado já havia imputado esse tipo de acusação contra a jornalista em 2018, quando fez insinuações de cunho sexual envolvendo Campos Mello e um personagem de uma matéria que revelava práticas de crimes digitais durante as eleições de 2018.