Justiça confirma pena de três anos a ex-atacante da seleção italiana

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Jogador foi acusado de extorsão e ligaçao com a máfia italiana. Foto: Maurizio Lagana/Getty Images
Jogador foi acusado de extorsão e ligaçao com a máfia italiana. Foto: Maurizio Lagana/Getty Images

O ex-atacante da seleção italiana, Fabrizio Miccoli, foi condenado a três anos e seis meses meses de prisão por extorsão e ligação com a máfia. Comparado a Romário no país europeu, o jogador tem 42 anos e defendeu clubes como Juventus, Fiorentina, Palermo e Benfica. 

Miccoli, que já conhecia a pena desde o ano passado, teve o veredicto confirmado pelo Tribunal de Cassazione. 

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Em processo que corria há dez anos, o ex-jogador foi investigado por extorsão agravada a ligação com a máfia. Ele teria tentado tirar 12.000 euros de Andrea Graffagnini, dona de uma boate, usando “violência e ameaças”, e solicitou ajuda de Mauro Lauricella, filho do chefe da máfia da cidade de Palermo, que também foi condenado – cumprirá sete anos de detenção. 

Em sua defesa, Miccoli disse que não sabia da ligação de Lauricella com a organização criminosa. "Não sou mafioso. Sou contra a máfia e quero demonstrar isso. Tentei em todos estes anos não ser só o capitão do Palermo. Deixei minha família para me converter em um cidadão da cidade. Por isso, me aproximei de pessoas que achei serem amigos, mas me equivoquei", disse em comunicado ao ser acusado, em 2013.

Miccoli também foi flagrado em escutas insultando Giovanni Falcone, um juiz que foi assassinado pela máfia em 1992, fato pelo qual o jogador se desculpou.

O atleta deve solicitar ao Supremo Tribunal Federal da Itália a possibilidade de escolher onde cumprirá a pena, mas não deve escapar da prisão. Porém, ainda é possível que o tempo de detenção seja diminuído ou medidas alternativas para a reclusão dele sejam escolhidas. 

Chamado de “Romário de Salento” pelo porte físico e pelo talento em campo, Fabrizio Miccoli se tornou um dos maiores ídolos da torcida do Palermo. Ele estreou no futebol em 1996 pelo Virtus Casarano, e ganhou espaço na Itália, chegando à Seleção, pela qual jogou dez vezes e marcou dois gols. O jogador pendurou as chuteiras em 2016 após atuar pelo Birkirkara, de Malta.

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