Justiça decide levar homem que matou ciclista Marina Harkot a júri popular

Marina Harkot foi atropelada em 8 de novembro de 2020. Motorista fugiu sem prestar socorro (Foto: Reprodução/ YouTube)
Marina Harkot foi atropelada em 8 de novembro de 2020. Motorista fugiu sem prestar socorro (Foto: Reprodução/ YouTube)

Resumo da notícia

  • Motorista que matou Marina Harkot será levado a júri popular

  • José Maria da Costa Júnior é acusado de homicídio pelo crime de homicídio com dolo eventual e responde em liberdade pelo crime

  • Juri popular será formado por 7 pessoas e ainda não tem data para acontecer

A Justiça de São Paulo decidiu levar a júri popular o motorista acusado de matar a ciclista Marina Harkot. José Maria da Costa Júnior, de 34 anos, é acusado de homicídio, beber ao volante e dirigir em alta velocidade. Atualmente, ele responde em liberdade pelo crime de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco. As informações são do portal g1.

A juíza responsável, Jéssica de Paula Costa Marcelino, da 5ª Vara do Júri, ainda não marcou a data do julgamento. Ainda cabe recurso por parte da defesa do réu.

O caso aconteceu em 8 de novembro de 2020, no bairro de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. Marina Harkot tinha 28 anos, era cicloativista, socióloga e pesquisava mobilidade urbana.

Ao g1, a advogada da família, Priscila Pamela Santos, comemorou a decisão de levar a decisão a júri popular. “Decisões como essa trazem, além da responsabilização do motorista que pratica crime no trânsito, a semente de transformação coletiva, para que crimes dessa natureza não sejam mais naturalizamos e para que seus autores não fiquem impunes”, afirmou.

“A família recebeu a notícia com alivio. Nunca alegria, apenas alívio e sensação de exatidão da atuação judicial”, disse a advogada.

Segundo o g1, a defesa de José Maria da Costa Júnior não foi localizada para comentar a decisão. Na ocasião, ele fugiu sem prestar socorro.

O júri terá sete pessoas, que devem decidir se o acusado será condenado ou absolvido. A pena pode ser de até 30 anos de prisão.

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