Justiça dos EUA processa Uber por cobrar mais caro de pessoas com deficiência

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O Uber afirma que existe uma política de reembolso das taxas de tempo de espera aos passageiros com deficiência. Foto: Getty Images.
O Uber afirma que existe uma política de reembolso das taxas de tempo de espera aos passageiros com deficiência. Foto: Getty Images.
  • Nos EUA, o Departamento de Justiça está processando o Uber por cobrar a mais de pessoas com deficiência;

  • De acordo com a companhia, as taxas não são destinadas a essas situações, havendo reembolso aos que pedirem;

  • Em abril deste ano, a empresa pagou US$ 1 milhão para uma mulher cega que teve corridas recusadas em 14 ocasiões.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos alega que as taxas do “tempo de espera” do Uber, aplicativo de corridas, discriminam os passageiros com deficiência que necessitam de mais de dois minutos para entrar no carro.

De acordo com a instituição, a empresa de transporte urbano precisa cumprir a Lei dos Americanos com Deficiência (ADA, na sigla em inglês).

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Contudo, em resposta, o Uber afirma que os valores de tempo de espera não têm intenção de serem aplicados a passageiros com deficiência, de modo que os reembolsa se necessário.

De acordo com Kristen Clarke, procuradora-geral de assistência de direitos civil do Departamento de Justiça, o processo visa enviar uma poderosa mensagem para a empresa.

Desse modo, o Uber e companhias similares devem garantir acesso igual a todas as pessoas, inclusive aquelas com deficiência, afirma Clarke.

Porém, segundo a empresa, o tempo de espera nunca foi destinado aos passageiros que estão prontos, à espera do serviço, e sim aos que precisam de mais tempo para entrar no veículo.

O porta-voz da companhia afirma que existe uma política de reembolso das taxas de tempo de espera aos passageiros com deficiência, sempre que cobrados.

O Uber já passou por confrontos do tipo anteriormente. Em abril, a empresa foi condenada a pagar US$ 1,1 milhão a uma mulher cega que teve corridas recusadas em 14 ocasiões.

As informações são da BBC News.

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