Justiça manda prender bombeiro que atirou em atendente do McDonald's

Justiça pede prisão de bombeiro que atirou contra funcionário do McDonald's da Estrada dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/TV Globo.
Justiça pede prisão de bombeiro que atirou contra funcionário do McDonald's da Estrada dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/TV Globo.
  • Caso aconteceu no dia 9 de maio

  • Depoimento de casal de amigos que estava com bombeiro diverge de defesa

  • Justiça ainda não localizou o bombeiro

O sargento-bombeiro Paulo César de Souza Albuquerque teve a prisão decretada por atirar em um atendente de um McDonald’s em Taquara, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O caso aconteceu no dia 9 deste mês.

A decisão é do juiz Gustavo Gomes Kalil, do 4º Tribunal do Júri. O suspeito ainda não foi localizado, mas a polícia apreendeu o carro da marca Mercedes que ele usava no dia.

A polícia ouviu Carlos Felipe da Silva Brasil, amigo de Paulo César, na 32ª DP (Taquara), que estava com o suspeito no dia da ocorrência. Ele afirmou que o bombeiro também agrediu o atendente, Mateus Domingues Carvalho, dentro do estabelecimento.

No dia, também estava a esposa de Carlos Felipe, que também prestou depoimento.

A vítima, que foi baleada na barriga, segue internada em estado estável no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste. De acordo com a família, Mateus perdeu um dos rins e passará por uma cirurgia para a reconstrução de parte do intestino.

A versão de Carlos Felipe não condiz com aquela apresentada pelos advogados do bombeiro, que alegam que o tiro que atingiu Mateus foi acidental. O amigo afirmou que tentou impedir que Paulo César "fizesse uma besteira", quando o bombeiro entrou na lanchonete com a arma em punho.

O casal relatou à polícia que estava em um evento, em um bar de Curicica. Eles encontraram Paulo César na saída, por volta de 1h30. Eles decidiram, então, ir à lanchonete.

Quando chegaram ao drive-thru, a fila estava longa e demorada. No momento do atendimento, Paulo César disse que usaria o cupom do aplicativo, ao que Mateus teria respondido de forma ríspida: "Quando for assim tem que avisar". Irritado, o bombeiro saiu do carro e socou o atendente, que revidou. Ele então entra na lanchonete.

Segundo o depoimento de Carlos Felipe, ele entrou na lanchonete junto com Paulo César e viu o amigo socar novamente o atendente, que reagiu. Em seguida, ele atirou contra a vítima e saiu.

Ainda segundo o amigo, sua esposa ficou muito abalada. Paulo César levou o casal para casa e não disse nada no caminho.

Ação foi gravada por câmera de segurança

A agressão foi flagrada por câmeras de segurança do local. As imagens revelam Paulo César e o amigo entrando na lanchonete. Com a arma na mão, o bombeiro empurra dois funcionários, incluindo o segurança, e vai até a cabine onde Mateus trabalhava e atira contra ele.

“Eu estava lanchando e, quando ele chegou na frente da loja e pediu para falar comigo, como um cliente normal, eu abri a porta. Ele perguntou se eu era polícia e falei que não. Aí ele puxou a arma. Eu tentei conter ele, conversar, mas ele não quis conversa. Daí em diante ele entrou pela cozinha e aconteceu o fato da agressão contra o funcionário, o disparo de arma de fogo”, relatou Rafael Mendonça, segurança da loja.

“Quando eu o segurei para tentar falar com ele: ‘Vamos conversar que não é assim não. O que houve?’ E ele: ‘tira a mão de mim que eu vou te dar um tiro’. Infelizmente, eu não pude botar o peito na frente”, completou.

A Justiça do Rio negou o pedido de prisão temporária feito pelo delegado Angelo José Lages Machado, da 32ª DP (Taquara), contra o sargento Paulo César de Souza Albuquerque, na segunda-feira (9).

Agora, a polícia busca provas para apresentar ao Ministério Público para denunciar Paulo César Albuquerque por tentativa de homicídio, no Tribunal do Júri.

O McDonald’s disse que está colaborando com as investigações e prestando assistência aos familiares do funcionário.

O Corpo de Bombeiros se manifestou e disse que apoia o pedido de prisão preventiva contra o sargento e abriu um processo disciplinar, que deve ser concluído em 30 dias.

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