Justiça nega liberdade a envolvidos nas mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips

Dom Phillips e Bruno Pereira foram mortos a tiros e tiveram os corpos queimados (Foto: LUCIOLA VILLELA/AFP via Getty Images)
Dom Phillips e Bruno Pereira foram mortos a tiros e tiveram os corpos queimados (Foto: LUCIOLA VILLELA/AFP via Getty Images)

O juiz Fabiano Verli, da Vara de Tabatinga, da Justiça Federal do Amazonas, manteve a prisão preventiva de quatro pescadores investigados por suspeita de envolvimento nas mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips.

Eles foram presos pela Polícia Federal em junho e agosto deste ano no Vale do Javari, no oeste do Amazonas, local onde as vítimas foram assassinadas.

De acordo com o portal g1, na decisão de Verli, da última terça-feira (22), permanecem presos Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado; o filho dele, Amarílio de Freitas de Oliveira; Jânio Freitas de Souza; e Laurimar Lopes Alves.

O indigenista e o jornalista foram mortos a tiros e tiveram os corpos queimados e enterrados durante uma expedição no Vale do Javari, que é palco de conflitos que têm se alastrado pela floresta: tráfico de drogas, roubo de madeira e avanço do garimpo.

Para Fabiano, o crime é sério e mostra um panorama de 'desordem' e 'vale-tudo' no Vale do Javari.

"Como tenho dito faz algum tempo, há uma tendência de as apreensões serem de toneladas de peixes nesta área. A pesca ilegal é um grande negócio, embora insustentável, claro", disse o juiz.

O magistrado ainda seguiu afirmando que é tentador não manter ‘os presos à disposição da Justiça’.

"A possibilidade de não se manter à disposição da Justiça é tentadora, até porque não vejo vínculos profissionais fortes e estáveis dos presos com o local", concluiu Fabiano.

O juiz, no início, já havia determinado a transferência de Amarildo da Costa Oliveira, o "Pelado", para um presídio federal.

Na ocasião, o magistrado apontou o "receio de queima de arquivo" e também negou um pedido da defesa para que os envolvidos fossem mantidos em presídios de Manaus.

Além de Amarildo, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Dantos”, e Jefferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, estão presos em uma unidade prisional da capital amazonense.