Justiça penhora troféus e camisas de Antônio Carlos

Antônio Carlos Zago é o técnico do Bolívar, clube comandado pelo grupo City. Foto: Koji Watanabe/Getty Images
Antônio Carlos Zago é o técnico do Bolívar, clube comandado pelo grupo City. Foto: Koji Watanabe/Getty Images

O colunista Diego Garcia do portal Uol Esporte, divulgou nesta segunda-feira (5) que o ex-zagueiro Antônio Carlos Zago está endividado e enfrentando problemas judiciais. Agora técnico de futebol, ele viu a penhora de itens de sua carreira vitoriosa como camisas, troféus conquistados e flâmulas.

Tudo começou no dia 29 de junho, quando a justiça foi até sua casa em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, e penhorou peças como a Bola de Prata da Revista Placar, conquistada por Antônio Carlos como o melhor zagueiro do Brasileiro de 1993, quando defendia o Palmeiras.

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Também entraram na penhora da justiça 140 camisas oficiais de futebol, flâmulas de jogo, além de outros troféus e quadros de autógrafos de torneios disputados por Zago. Mas não foram somente itens relacionados ao futebol que a justiça tomou do ex-zagueiro. Terrenos, uma moto Harley Davidson, além de diversos móveis, como mesas, cristaleiras, bar, poltronas, estantes, cômodas, aparadores, balcões, gavetas, portas, esculturas, bancos, eletrodomésticos, sofás, aparelhos e equipamentos de ginástica.

Quem acionou Antônio Carlos na Justiça foi o ex-procurador dos tempos de atleta, João Assef. Ele ingressou com algumas ações cobrando confissões de dívidas que, à época da abertura dos processos, estavam em torno de R$ 8 milhões.

Antônio Carlos já foi condenado nos processos e alegou que tinha amizade com o acusador, que administrava seus bens e finanças.

Zago disse que assinou as confissões de dívidas após instrução do próprio Assef para "blindar" seu patrimônio, e acusou o procurador de "efetivar várias transferências ilícitas de imóveis, assinando contratos de confissão de dívidas e hipotecou bens, sem prestar contas e qualquer justificativa ou mesmo a origem desses negócios escusos".

Assef nega as acusações e diz que é titular dos créditos da escritura pública que originou o processo e apresentou documentos para corroborar a tese de que pagou inúmeras dívidas do ex-atleta.

Em sentença publicada no último dia 13 de julho, o juiz Leonardo Marcondes afirmou que Zago não comprovou suas alegações, rejeitando a defesa do ex-jogador e deu ganho de causa a Assef.

Já na última sexta (2), a Justiça ainda indeferiu recurso do agora treinador e manteve a decisão favorável ao procurador.