Justiça quebra sigilo fiscal de Carlos Bolsonaro para investigar funcionários 'fantasmas' e rachadinha

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O vereador do Republicanos é suspeito de 'rachadinha' e contratação de funcionários
O vereador do Republicanos é suspeito de 'rachadinha' e contratação de funcionários "fantasmas" Câmara Municipal do Rio. (Photo credit should read SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
  • O vereador do Republicanos é suspeito de prática de 'rachadinha' e contratação de funcionários "fantasmas";

  • Outras 26 pessoas e sete empresas também tiveram os sigilos quebrados;

  • MP identificou gastos de 'grandes quantias de dinheiro vivo' ao longo dos mandatos do vereador.

Carlos Bolsonaro, filho 02 de Jair Bolsonaro, teve quebra dos sigilos bancário e fiscal autorizada pela Justiça do Rio de Janeiro. O vereador do Republicanos é suspeito de 'rachadinha' e contratação de funcionários "fantasmas" Câmara Municipal do Rio. Outras 26 pessoas e sete empresas também tiveram os sigilos quebrados. 

Ainda que o regulamento da Câmara do Rio preveja jornada de trabalho de 40 horas semanais para assessores, a suspeito do MP é de que não havia cumprimento de expediente na casa. 

Eleito vereador do Rio pela primeira vez em 2001, Carlos Bolsonaro está no sexto mandato consecutivo. Nesses 20 anos, dezenas de pessoas já foram nomeadas em seu gabinete.

A investigação pelo Ministério Público do Rio de Janeiro já dura dois anos, e segundo documento obtido pela GloboNews, "o modus operandi da "rachadinha" também foi detectado no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro", irmão de Carlos.

A prática, segundo os promotores, está associada a saques de dinheiro em espécie das contas dos assessores "fantasmas", e que são entregues a funcionários de confiança do gabinete responsáveis pela arrecadação.

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O MP identificou gastos de 'grandes quantias de dinheiro vivo' ao longo dos mandatos do vereador, onde teriam indícios de esquemas irregulares. Conforme apurou a GloboNews, Carlos pagou R$ 150 mil em espécie na compra de um apartamento na Tijuca, na Zona Norte do Rio, em 2003. 

Em 2009, o vereador entregou R$ 15,5 mil, também em espécie, pra cobrir um prejuízo que teve na bolsa de valores.

Durante a candidatura para reeleição, em 2020, Carlos declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ter R$ 20 mil em espécie guardados em casa.

No pedido da quebra de sigilo, os investigadores também revelam a existência de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, que aponta duas operações financeiras suspeitas envolvendo Carlos.

Uma delas no valor de R$ 1,7 milhão, feita por Rogéria Nantes Bolsonaro, mãe do vereador, entre os anos de 2007 e 2019. O vereador foi citado na comunicação do Coaf por ser sócio de uma empresa junto com a mãe.

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