Justiça quebra sigilo telefônico de 11 ex-assessores de Carlos Bolsonaro suspeitos de ‘rachadinha’

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Presidente Jair Bolsonaro e o filho zero dois, o vereador Carlos Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Presidente Jair Bolsonaro e o filho zero dois, o vereador Carlos Bolsonaro (Foto: Reprodução)
  • Justiça quebra sigilo telefônico de 11 ex-assessores de Carlos Bolsonaro suspeitos de 'rachadinha'

  • De acordo com o juiz, foram identificados indícios de atividade criminosa

  • Carlos Bolsonaro seria o chefe da organização, escreveu o magistrado na decisão

A 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) autorizou a quebra de sigilo telefônico de 11 ex-funcionários do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A decisão é de 24 de maio e teve como base pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). As informações são da colunista Juliana Dal Piva, do UOL.

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O juiz Marcello Rubioli, o mesmo que autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal do vereador, alegou que foram identificados “indícios rotundos de atividade criminosa em regime organizado” no gabinete de Carlos Bolsonaro.

Ele escreveu que Carlos é “citado diretamente como chefe da organização”.

O vereador Carlos Bolsonaro é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pela prática da "rachadinha" - esquema de desvio de salários de funcionários de gabinete - e pela suspeita da existênncia de funcionários “fantasmas”.

Investigações apontam que assessores nomeados em seu gabinete nunca exerceram de fato essas funções. 

Com a decisão, os investigadores terão acesso ao histórico de chamadas telefônicas, dados cadastrais, conexões de wi-fi, localização e antenas usadas pelos assessores.

Investigados apontados como funcionários "fantasmas"

De acordo com o UOL, os alvos pertencem a três dos seis grupos identificados pelo MP-RJ como núcleos da organização criminosa. Sete pessoas são parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro e ex-chefe de gabinete de Carlos.

<p>A ex-esposa de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, traiu o presidente quando eles eram casados, segundo denunciou um ex-funcionário ao jornal Metrópoles. </p>
<p>De acordo com a denúncia, quando Bolsonaro descobriu o caso entre a mulher e um segurança particular dele, decidiu repassar o comando do esquema de rachadinha para os filhos mais velhos: Flavio e Carlos Bolsonaro.</p>
A ex-esposa de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, comandava o esquema de rachadinha para os filhos mais velhos: Flavio e Carlos Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

São eles: André Valle e Andrea Valle são irmãos de Ana Cristina; Marta Valle, cunhada; Gilmar Marques, ex-cunhado; Guilherme Henrique de Siqueira Hudson, primo, e sua mulher Ananda Hudson; e Monique Hudson, cunhada de Guilherme de Siqueira Hudson.

Além disso, Rodrigo de Carvalho Góes, Nadir Barbosa Góes, Diva da Cruz Martins e Andrea Cristina da Cruz Martins também tiram o sigilo telefônico quebrado. Elas integram os núcleos das famílias Góes e Cruz Martins. 

Ana Cristina e Carlos Bolsonaro não foram alvo da quebra de sigilo telefônico. O MP-RJ pediu também a quebra de sigilo de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), mas o magistrado não autorizou.

De acordo com o juiz, a quebra do sigilo telefônico dos ex-assessores é “juridicamente viável e necessária”, pois os dados podem conter informações a respeito da organização criminosa supostamente integrada e possibilitar a “identificação de outros criminosos e a descoberta dos ilícitos” cometidos em meio às atividades dos indivíduos, que estão “supostamente envolvidos em crimes de notória gravidade”.

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