K2-415b | Conheça o exoplaneta com quase o mesmo tamanho da Terra

Uma equipe de astrônomos liderada por Teruyuki Hirano, do Centro de Astrobiologia do Japão, descobriu um exoplaneta bastante parecido com a Terra em alguns aspectos, mas bem diferente em outros. Chamado K2-415b, o planeta orbita uma estrela a 72 anos-luz e pode revelar informações importantes sobre a formação e evolução de planetas semelhantes à Terra, mas em sistemas distintos do nosso.

O exoplaneta foi identificado pela primeira vez em dados do já aposentado telescópio Kepler; depois, ele apareceu novamente nos dados do telescópio TESS. Através de novas observações, os astrônomos descobriram que o K2-415b tem raio 1,015 vezes maior que o da Terra, e orbita uma pequena estrela anã vermelha com 16% da massa do Sol.

Embora tenha tamanho parecido com o da Terra, o exoplaneta tem cerca de três vezes mais massa que nosso planeta; portanto, ele é mais denso que a Terra. Além disso, ele está muito mais próximo de sua estrela do que estamos do Sol: o planeta leva apenas quatro dias para completar uma volta ao redor da estrela, e está na “fronteira” da zona habitável dela.

As anãs vermelhas são as menores e mais frias estrelas da sequência principal (Imagem: Reprodução/Goddard Space Flight Center/S. Wiessinger)
As anãs vermelhas são as menores e mais frias estrelas da sequência principal (Imagem: Reprodução/Goddard Space Flight Center/S. Wiessinger)

Isso significa que o planeta talvez possa ter alguma atmosfera que possa ser estudada. Além disso, ele pode também ser acompanhado por outros mundos — e, se este for o caso, existe a possibilidade de que haja algum outro exoplaneta por lá em uma posição mais “confortável” na zona habitável. É pouco provável que o planeta tenha condições adequadas para abrigar a vida como conhecemos.

Mesmo assim, o sistema dele é um objeto interessante para estudos futuros sobre características atmosféricas e outros. “Sendo uma das estrelas menos massivas com um planeta do tamanho da Terra em trânsito, o K2-415 será um alvo interessante para observações de acompanhamento futuras, incluindo monitoramento de velocidade radial e espectroscopia de trânsito”, escreveram os autores.

O artigo que descreve a descoberta foi aceito para publicação na revista The Astronomical Journal, e pode ser acessado no repositório arXiv, sem revisão de pares

Fonte: Canaltech

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