Kajuru diz que quer disputar a Presidência: “Se Huck é candidato, por que não posso ser?"

Redação Notícias
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Senador Jorge Kajuru
Senador Jorge Kajuru revelou desejo de disputar a Presidência da República em 2022 (Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado)
  • Senador Jorge Kajuru quer ser candidato a presidente em 2022

  • "Se Huck é candidato, por que não posso ser", questionou

  • Ele esteve nos holofotes nos últimos dias após divulgar áudio de conversa com Bolsonaro sobre CPI da Covid

O senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) anunciou, nesta quinta-feira (22), a intenção de disputar a Presidência da República nas eleições de 2022.

“Revoltado com a falta de amor ao Brasil, lanço minha candidatura à Presidência da República! Brasil de verdades e soluções! Se o [Luciano] Huck é candidato, por que não posso ser?”, questionou, em entrevista ao site Metrópoles.

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O senador esteve nos holofotes nos últimos dias após divulgar o áudio de uma conversa telefônica que teve com o presidente Jair Bolsonaro para tratar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

Na conversa, o chefe do Executivo pressiona para que governadores e prefeitos também sejam investigados na comissão.

“Se não mudar o objetivo da CPI, ela vai vir para cima de mim. O que tem que fazer para ser uma CPI útil para o Brasil: mudar a amplitude dela. Bota presidente da República, governadores e prefeitos”, recomendou Bolsonaro.

"Se não mudar a amplitude, a CPI vai simplesmente ouvir o Pazuello, ouvir gente nossa, para fazer um relatório sacana. Tem que fazer do limão uma limonada. Por enquanto, é um limão que tá aí. Dá para ser uma limonada", afirmou ao senador.

O presidente cobra também do senador Kajuru que determine a análise de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois da revelação do conteúdo, Kajuru se desfiliou do Cidadania.

Ameaças de bolsonaristas

Além disso, o parlamentar relatou que passou a receber ameaças em redes sociais por parte de apoiadores de Bolsonaro.

Bolsonaristas afirmam que o parlamentar goiano vai conhecer o “gabinete do ódio” e que o povo vai tirá-lo do poder “à força”. Em outras postagens, alguns internautas garantem que Kajuru “não terá paz”.

Na saída do Palácio da Alvorada, o presidente criticou a divulgação do áudio. “Olha a que ponto que chegamos no Brasil”, provocou Bolsonaro.

Em entrevista ao site Metrópoles, Kajuru afirmou, no entanto, que foi autorizado pelo presidente a gravar e divulgar a conversa. O parlamentar também garantiu que não cometeu nenhum crime ao dar publicidade ao áudio. Ele disse ainda que “não tem medo de morrer”.

“Se os bolsonaristas continuarem me atacando, é uma coisa gratuita. Se o presidente me autorizou [a divulgar o áudio], eu vou fazer o quê? Que erro eu cometi? Qual crime eu cometi? Advogados já falaram que eu não cometi crime nenhum. Eu apresentei uma gravação com os dois falando. Eu não apresentei uma gravação sacana com o presidente falando. O motivo da conversa está claro, eu liguei para ele para pedir coerência e que ele não colocasse todo mundo [senadores] no mesmo balaio, como ele estava xingando de canalhada”, explica.

“Tem gente me ameaçando, claro, mas eu não tenho medo de nada, não. Morrer para mim é como antes de nascer. Se alguém quiser me matar por causa disso, pode matar, não tem problema nenhum”, completa o senador.