Kanye West pede desculpas por comentários sobre George Floyd

Após ser criticado pelo público e perder conntratos por comentários antissemitas, o rapper Kanye West lamentou o que disse sobre a comunidade judaica e, pela primeira vez, pediu desculpas pelo comentário que fez sobre a morte de George Floyd. A declaração aconteceu em um vídeo publicado no último fim de semana pela WmgLab Records no Youtube. Nas imagens, que duram 16 minutos, West parece estar conversando com papparazzis na rua.

Floyd morreu asfixiado pela ação da polícia em Minneapolis, nos Estados Unidos, em 2020, o que procovou grandes protestos no país, dando origem ao movimento Black Lives Matter (Vidas Pretas Importam). West, no entanto, sugeriu que a morte de George teria acontecido pelo consumo de fentanil, e não pela força física dos policiais.

"Quando vejo esse vídeo como uma pessoa negra, dói meus sentimentos", diz West.

"E eu sei que a polícia ataca e que a América geralmente é racista. E eu entendo que quando chegamos a dizer Black Lives Matter, a ideia disso nos fez sentir bem juntos como povo. Quando questionei a morte de George Floyd, machuquei meu povo", continua

"Eu quero pedir desculpas. Porque Deus me mostrou pelo que a Adidas está fazendo, pelo que a mídia está fazendo, eu sei o que é ter um joelho no meu pescoço agora. Então, obrigado Deus por me deixar mais humilde e me deixar saber como realmente me senti. Porque como os homens negros mais ricos poderiam ser humilhados além de não serem bilionários na frente de todos por um comentário?", reflete West.

O pedido de desculpas veio depois que a família de Floyd entrou com uma ação de US$ 250 milhões em nome da filha de Floyd, que é a única beneficiária de seu espólio, mas depois desistiu do processo.

O cantor ganhou as manchetes nas últimas semanas por declarações racistas e antissemitas que lhe custaram várias colaborações de moda lucrativas.

A gigante alemã de roupas esportivas Adidas e a empresa americana de roupas Gap anunciaram, na última semana, o fim da parceria com o cantor.

Na semana passada, Kanye foi escoltado por dois executivos para fora dos escritórios corporativos da Skechers, depois de aparecer sem ser convidado, de acordo com a empresa de calçados. Ele chegou "sem aviso prévio e sem convite" aos escritórios de Los Angeles, acrescentando que estava "engajado em filmagens não autorizadas".

A casa de moda Balenciaga, com sede em Paris, também encerrou os laços com West neste mês.

Uma das maiores agências de talentos de Hollywood, a CAA, disse na segunda-feira que estava deixando West, enquanto o produtor de cinema e TV MRC afirmou ter arquivado um documentário já finalizado sobre o artista.

Ainda na última semana, um funcionário que já trabalhou com o rapper disse que ele costumava falar abertamente sobre sua admiração a Adolf Hitler e que queria, inclusive, dar o nome do líder nazista a um de seus álbuns.

"Ele elogiava Hitler dizendo como era incrível que ele tenha conseguido acumular tanto poder, e falava sobre todas as coisas 'boas' que ele e o partido nazista fizeram para o povo alemão", disse o ex-funcionário à CNN.

Quatro fontes diferentes afirmam, ainda, que Kanye planejava chamar o álbum "Ye." (2018) de "Hitler".