Karine Teles, de "Pantanal", diz que não faria cirurgias plásticas: "E se dá errado?"

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Karine Teles no "Encontro" (Reprodução TV Globo)

Karine Teles, celebrada por sua interpretação de Madeleine em "Pantanal", explicou que não gosta da ideia de fazer cirurgias plásticas. A atriz tem medo que algo dê errado, e afirmou que está em paz com sua aparência física.

"Sou contra cirurgias plásticas pra mim, imagina se dá errado: Tem muitos casos disso. Deixa meu peitinho mole aqui, tenho 43 anos. Eu me acho bonita, amo meu corpo. Tive gêmeos, minha barriga ficou gigante, hoje é flácida. Cheguei a ir a um cirurgião plástico, mas quando entendi que ele ia cortar um pedaço do meu corpo e aquilo ia virar lixo... a minha barriga faz parte da minha história", argumentou ela em entrevista para a "Caras".

A atriz também explicou que não gosta de usar filtros do Instagram para não passar uma falsa imagem. "Quando estou usando maquiagem nas fotos, eu aviso. Nunca usei filtros, pra mim não faz sentido. Nunca fiz publicidade na minha vida".

Caso de abuso

Sucesso como a Madeleine de "Pantanal", Karine Teles é vista hoje como uma atriz de prestígio por conta de importantes personagens de filmes do cinema nacional dos últimos ano. Porém, em entrevista ao podcast "Calcinha Larga", ela contou que só consegue pagar as suas contas apenas com o trabalho de atriz há pouquíssimo tempo. Ela lembrou que, antes de a carreira engrenar, já trabalhou como professora de Inglês e como assistente pessoal de diretores de cinema, entre eles Karim Aïnouz, responsável por filmes como "A vida invisível" e "Praia do futuro".

Mas foi com outro diretor, este norte-americano, que ela lembrou de momentos duros da profissão e de casos de abuso moral do chefe.

"Trabalhei com ele por três anos. Era como (no filme) 'O diabo veste Prada', eu era aquela figura. Foi punk, foi o momento em que eu falei: 'Chega, não vou trabalhar com mais nada que não seja ligado a minha profissão'. Porque se é para fazer perrengue, eu prefiro passar só com o que eu escolhi. Se é para não ter dinheiro direito, não conseguir pagar as contas direito, vou ser só atriz, vou dar a louca e acabou. Parei e pedi demissão para ele, foi horrível", resumiu a atriz, que deixou "Pantanal".

Às apresentadoras Tati Bernardi, Camila Fremder e Helen Ramos, a atriz explicou como se dava o abuso moral do então chefe, que não teve o seu nome revelado pelo programa.

"Ele não me tratava mal diretamente. Na primeira semana, ele deu uns gritos comigo, porque um entregador atrasou. Eu falei: 'Olha, eu não gosto que gritem comigo. Não dá. Se você me explicar, eu vou entender'. Daí vivemos três anos em que ele fazia pequenos desafios. Pedia coisas de exigências loucas. Uma vez, ele me pediu para conseguir dois quartos no Copacabana Palace com desconto para dois atores que vinham fazer preparação em dois dias. E eu consegui. Era bem puxado. Outro dia eu chegava e ele falava da minha roupa, dizia que estava fora de moda. Falava do chiclete que eu estava mastigando", completou ela.

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