Kassab 'joga a toalha' da 3ª via após DataFolha: 'difícil que emplaque'

PSD, de Gilberto Kassab, deve liberar estados, sem firmar aliança nacional no primeiro turno (Foto: YASUYOSHI CHIBA/AFP/GettyImages)
PSD, de Gilberto Kassab, deve liberar estados, sem firmar aliança nacional no primeiro turno (Foto: YASUYOSHI CHIBA/AFP/GettyImages)

Resumo da notícia

  • Após resultado do DataFolha, Kassab vê grande dificuldade para a "terceira via"

  • PSD deve liberar estados para apoiar candidatos de preferência

  • PT ainda mantém conversas com Kassab para tentar aliança no primeiro turno

Presidente do PSD, Gilberto Kassab vê dificuldade de a chamada “terceira via” emplacar após os dados da última pesquisa DataFolha, divulgada na última quinta-feira (26). O levantamento mostra Lula (PT) com 48% das intenções de voto, enquanto Jair Bolsonaro (PL) tem 27%. Ciro Gomes (PDT), primeiro candidato fora da polarização, tem 7%.

“Todos sabem que eu sempre tive entusiasmo muito grande para uma terceira via como alternativa pelo PSD, primeiro com Rodrigo Pacheco, depois com Eduardo Leite”, declarou Kassab à coluna Painel, da Folha de S. Paulo. O presidente do PSD tentou filiar o ex-governador do Rio Grande do Sul, após Leite sair derrotado das prévias do PSDB, quando perdeu para João Doria – que tampouco será candidato pelo partido.

“Vejo, e a própria pesquisa mostra isso, que em uma polarização tão clara, há muita dificuldade de surgir uma alternativa”, disse. Ainda assim, Kassab acredita que é cedo para cravar um fracasso. “Falta muito tempo, vamos esperar um pouquinho. Tem vezes que o cenário muda em uma semana, imagine quatro meses.”

Segundo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o PT ainda tem conversas abertas com o PSD para fechar uma aliança no primeiro turno. No entanto, a tendência do partido de Kassab é que os estados sejam liberados para apoiar o candidato que quiserem. Em Minas Gerais, por exemplo, Alexandre Kalil (PSD) e Lula já fecharam a aliança.

Sobre o crescimento de Lula e queda de Bolsonaro na pesquisa Datafolha, Kassab avalia que o petista se beneficiou da situação econômica do país e da postura de Bolsonaro durante a pandemia.

“Os números mostram aquilo que todos previam. A economia está trazendo enormes dificuldades para o Bolsonaro, pois é a principal preocupação dos brasileiros. O nível de desemprego continua muito alto, a inflação, em especial nas camadas menos favorecidas, também é expressiva e dificulta a recuperação do poder aquisitivo”, analisou o presidente do PSD.

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