Opositor pede desbloqueio de estradas e convoca comício na capital da Armênia

Yerevan, 2 mai (EFE).- O líder da oposição da Armênia, Nikol Pashinyan, solicitou nesta quarta-feira a seus seguidores que desbloqueiem todas as estradas do país e convocou um comício para esta tarde no centro de Yerevan, a capital do país.

"Às 17h (10h em Brasília) abriremos todas as estradas e nos dirigiremos à Praça da República, onde às 19h (12h em Brasília) haverá um comício", escreveu Pashinyan em seu perfil do Facebook.

O líder opositor declarou ontem à noite em um comício no centro de Yerevan uma campanha nacional de desobediência civil, que inclui uma greve de trabalhadores e estudantes, além do bloqueio de estradas, estações de trem e do metrô, e também dos aeroportos.

Esta foi sua resposta à decisão do parlamento, que é controlado pelo governante Partido Republicano, de rejeitar ontem sua candidatura a primeiro-ministro.

Os armênios responderam hoje à convocação do líder opositor e saíram às ruas para paralisar a circulação de todo tipo de veículos, com exceção das ambulâncias.

Dezenas de pessoas estão em fila nas ruas para impedir a passagem dos carros, e a maioria dos motoristas respondem com buzinaços em sinal de apoio e agitando a bandeira nacional da janela de seus veículos.

Os partidários de Pashinyan também interromperam hoje a via que leva ao aeroporto de Zvartnots, que serve à capital, mas o deputado opositor se dirigiu a seus seguidores através das redes sociais para pedir que permitissem o seu funcionamento a partir das 14h locais (7h em Brasília).

"Nenhum enfrentamento, nada de agressividade. Todos sabemos que este processo não pode terminar sem uma vitória legal. Todas as nossas ações devem ter caráter exclusivamente pacífico", afirmou Pashinyan.

A polícia não recorre à força para dispersar os opositores e se limita a conversar com eles para evitar o bloqueio de edifícios governamentais.

As autoridades denunciaram que os bloqueios tinham causado problemas no fornecimento de alimentos, e o festival anual do vinho na capital teve que ser cancelado devido aos protestos antigovernamentais. EFE