Keiko Fujimori pede auditoria internacional para revisar eleições no Peru

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A candidata presidencial peruana pelo partido de direita Força Popular, Keiko Fujimori, chega à Audiência Nacional, em Lima, 28 de junho de 2021

A candidata da direita Keiko Fujimori pediu nesta segunda-feira (28) ao presidente do Peru, Francisco Sagasti, que peça uma auditoria internacional sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 6 de junho, alegando irregularidades na apuração, cujo resultado final favorece seu adversário, Pedro Castillo (esquerda).

"O pedido que se faz ao presidente é para um chamado de especialistas internacionais, como se fez na Bolívia", disse Fujimori a jornalistas após entregar uma carta com seu pedido na sede do Executivo peruano.

A candidata leu em seguida o conteúdo da carta, onde expressa a Sagasti que "requisite junto a organismos internacionais a realização de uma auditoria eleitoral".

O objetivo é que "uma entidade independente possa revisar os colégios eleitorais, as atas de votação, a lista de eleitores, o sistema informático usado, entre outros, e determine se os resultados processados e contabilizados pela Organização de Processos Eleitorais (ONPE) representam o reflexo fiel da vontade popular".

O fujimorismo alega uma suposta fraude nas eleições, mas observadores da OEA, dos Estados Unidos e da União Europeia disseram que as eleições foram limpas e apoiaram o trabalho da ONPE e do Júri Nacional Eleitoral (JNE).

Aliados da candidata afirmam que têm a esperança de concretizar a auditoria através da OEA. No entanto, fontes diplomáticas consultadas pela AFP informaram que os autorizados para pedir isso à OEA são "o Poder Executivo do Peru ou o JNE, não um grupo de cidadãos".

A apuração do órgão eleitoral (ONPE), que alcançou 100% há duas semanas, deu a Castillo 50,12% dos votos contra 49,87% para Fujimori, superando-a por 44.000 votos.

O Peru vive uma tensão permanente há três semanas porque ainda falta ao JNE terminar de revisar as impugnações de milhares de votos apresentadas por Fujimori antes de proclamar o vencedor.

"Queremos saber a verdade, não somos a favor de nenhum candidato (...) Queremos que venha uma auditoria da OEA", disse no fim de semana o legislador eleito e almirante reformado Jorge Montoya, um aliado que apoia seu pedido.

O relatório da auditoria da OEA sobre as eleições de 2019 na Bolívia concluiu que houve "manipulação dolosa".

Os fujimoristas iniciaram suas reivindicações no terceiro dia da apuração, quando o esquerdista Castillo reverteu a vantagem inicial que tinha sua candidata até aquele momento.

Nas manifestações, os simpatizantes de Fujimori pedem "novas eleições", enquanto os seguidores de Castillo exigem que ele seja proclamado vencedor.

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