Kelly insiste que governo Trump "não persegue jovens imigrantes ilegais"

Washington, 17 mar (EFE).- O secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kelly, afirmou nesta sexta-feira que o governo de Donald Trump "não vai atrás de jovens imigrantes ilegais", conhecidos como "sonhadores", com o objetivo de deportá-los e insistiu que sua prioridade está centrada em criminosos.

"Não vamos atrás das crianças do programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA)", disse o secretário em referência aos beneficiados por esse programa impulsionado pelo ex-presidente Barack Obama para aliviar as deportações dos jovens imigrantes, durante uma reunião com o Caucus Democrata e o Caucus Hispânico do Congreso.

Segundo indicou à Agência Efe uma fonte legislativa que participou da reunião, os congressistas pressionaram o chefe do Departamento de Segurança Nacional (DHS) sobre os casos registrados de "sonhadores" que foram deportados a seus países de origem durante os apenas dois meses do governo de Trump.

No entanto, Kelly não respondeu às perguntas de maneira específica e ao ser questionado sobre a legalidade do DACA no DHS, respondeu que ele não é um advogado para conhecer esse tipo de questões.

A reunião com os congressistas aconteceu depois que os democratas enviaram dezenas de cartas a Kelly para pedir explicações sobre as políticas migratórias do novo governo que preocupavam suas comunidades, mas não tiveram nenhum tipo de resposta até esta sexta-feira.

A representante Norma Torres perguntou ao secretário de Segurança Nacional sobre a possibilidade de o DHS separar mães e filhos na fronteira, e se há estratégias de reunificação familiar.

Kelly se limitou a responder que o governo não está executando ditas separações, embora há algumas semanas não descartou essa prática, e insistiu que o DHS só tem os menores sob sua custódia durante 72 horas, já que depois os mesmos são transferidos ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos.

O endurecimento do sistema de deportação impulsionado por Trump suscitou muita polêmica, e os congressistas, em sua maioria democratas, pedem respostas há semanas para saber como estas medidas impactam suas comunidades.EFE