Kiev admite situação "difícil" na frente de combate

Volodymyr Zelenskyy admite que a situação é "difícil" na frente de combate, mas sublinha que as forças ucranianas não vão ceder "nem um centímetro" de território.

No leste do país, a cidade de Bakhmut - controlada por Kiev, mas rodeada por tropas russas - é um bom exemplo da intensidade dos combates.

No discurso diário à nação, o presidente ucraniano afirmou que a atividade russa na região de Donetsk "continua a um nível extremamente elevado", com "dezenas de ataques todos os dias".

Zelensky disse também que Kiev está a avançar com medidas para fazer fracassar o plano russo de "converter o inverno numa arma" contra a Ucrânia, depois dos ataques contra instalações energéticas.

Na Rússia, o ministro da Defesa Sergei Shoigu inspecionou tropas e atribuiu medalhas a militares pela "coragem e heroísmo" demonstrados no teatro de guerra.

As autoridades russas que controlam a cidade ucraniana de Kherson dizem ter concluído a operação de evacuação, que Kiev define como uma "deportação forçada".

Noutros pontos da região de Kherson já libertados pelas forças ucranianas, peritos em explosivos e investigadores procuram eventuais armadilhas e sinais de potenciais crimes de guerra.

A Assembleia Geral da ONU prepara-se para votar, na próxima segunda-feira, uma resolução para que a Rússia seja responsabilizada por violar o direito internacional com a invasão da Ucrânia.