Kim Jong Un adverte para 'consequências graves' do coronavírus na Coreia do Norte

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, observa manobra militar em 28 de fevereiro de 2020.

O líder Kim Jong Un advertiu os altos funcionários do Partido para as "consequências graves" de uma eventual chegada do novo coronavírus à Coreia do Norte, informaram neste sábado os meios de comunicação oficiais.

A luta contra o vírus é "crucial para a defesa do povo" e exige uma grande disciplina, disse Kim Jong Un durante reunião do Partido do Trabalho da Coreia, o único no país, segundo a agência oficial KCNA.

"Se a doença que se propaga fora de controle encontrar um modo de entrar neste país, isto terá consequências graves".

A KCNA informou a demissão dos vice-presidentes Ri Man Gon e Pak Thae Dok, e a dissolução de uma célula do Partido, diante de suspeitas de corrupção envolvendo medidas preventivas contra a epidemia.

"Não se deve permitir qualquer tráfico de influência", declarou Kim Jong Un, que ordenou "fechar hermeticamente todos os canais através dos quais a doença possa se infiltrar".

Pyongyang garante não ter casos do COVID-2019.

A Coreia do Norte é vizinha dos dois países com os maiores números de casos do novo coronavírus: China e Coreia do Sul.

A China informou neste sábado 47 novos óbitos pelo novo coronavírus, o que eleva o total de mortes a 2.835 desde o começo da epidemia, que já infectou 79.251 pessoas.

Mas os novos casos (427) têm se reduzido em relação ao auge da epidemia no país, em meados de fevereiro.

Já a Coreia do Sul registrou neste sábado 594 casos, no maior aumento diário até o momento, o que eleva a 2.931 o número de pessoas infectadas no país.