Kobe Bryant: Gianna era a filha destinada a manter o legado da família no basquete

Kobe e Gianna costumavam assistir jogos da NBA juntos

Pai de quatro meninas, Kobe Bryant era cobrado pelos fãs para ter um filho que seguisse seu legado. Porém, ele não precisava de um varão para o sobrenome manter a tradição no basquete. Gianna já tinha assumido para ela esse papel. E fazia questão de responder a quem interpelasse o pai, como ele contou em entrevista a "Jimmy Kimmel". Ela dizia: "Oi! Deixa comigo!".

O caminho de Mambacita, como Kobe chamava a filha em referência ao seu apelido "Black Mamba", estava desenhado até ser interrompido, no último domingo, pelo acidente de helicóptero perto de Los Angeles, na Califórnia. A menina de 13 anos morreu ao lado do pai e de mais sete pessoas que seguiam para a academia Mamba Sports, em Thousand Oaks, na Califórnia. No centro esportivo do pai, ela iria participar de um torneio de basquete com o time treinado por ele.

Das quatro filhas, Gianna era a segunda mais velha e a que mais ganhava espaço nas redes sociais do pai justamente por causa do basquete. O amor da adolescente pelo esporte trouxe Kobe de volta às quadras de onde estava afastado desde a aposentadoria em 2016. Por ela, voltou a ver e a ir a jogos. Tudo para que ela estivesse perto de seus outros ídolos: Trae Young, Luka Doncic, James Harden, Russell Westbrook e LeBron James.

À rede BET, há duas semanas, disse que havia encontrado uma nova paixão ao assistir basquete com Gianna. Agora via o esporte que lhe deu cinco títulos de NBA e duas medalhas olímpicas através dos olhos de uma menina de 13 anos.

"Não era eu sentado lá, como atleta ou jogador ou algo assim. Era ela, ela estava se divertindo muito”, disse Bryant.

O talento da menina já chamava a atenção. Em vídeos nas redes sociais, a habilidade com a bola pôde ser vista e até comparada com a do pai. Como fez, recentemente, a revista ESPN Women.

Os próximos passos também pareciam definidos. Após o ensino médio, Gigi, como também era conhecida, tinha uma meta: jogar pela Universidade de Connecticut Huskies, uma das principais equipes do basquete feminino universitário nos Estados Unidos.

A WNBA era um caminho óbvio para quem carrega o DNA Bryant. Seu avô, Joe Bryant, foi quem deu início a tudo ao ser treinador do Los Angeles Sparks, time da liga feminina. A meta era chegar lá daqui a uns anos.