Koo: brasileiros 'tiram o sono' do dono da rede social; entenda

Koo afirmou deverá abrir escritórios no país e se adequar à legislação brasileira (Getty Image)
Koo afirmou deverá abrir escritórios no país e se adequar à legislação brasileira (Getty Image)
  • Brasileiros aderiram ao Koo após Elon Musk comprar o Twitter;

  • Funcionários da rede social chegaram a dormir apenas 3 horas para aperfeiçoar plataforma;

  • CEO da empresa disse que gostou das piadas de duplo sentido com o nome da companhia.

Quando três letras se juntam, a pronúncia da palavra "Koo" faz com que o nome de uma rede social tenha a mesma sonoridade do termo utilizado para se referir à região anal. Isso foi o suficiente para que uma plataforma indiana virasse motivo de piada para os brasileiros que procuravam uma alternativa ao Twitter.

Depois que Elon Musk comprou a empresa do passarinho azul, os tuiteiros encontraram uma concorrente indiana com um logo que lembrava um pintinho e um nome que rende muitas piadas.

Conforme os internautas abriam o Koo, a companhia precisou trabalhar para satisfazer os novos visitantes. Em uma entrevista exclusiva ao Uol, o CEO e cofundador Aprameya Radhakrishna afirmou que os funcionários da corporação chegaram a dormir por apenas 3 horas para aperfeiçoar as funcionalidades.

"Assim que soubemos [do duplo sentido da pronúncia do nome], rimos muito e ficamos muito felizes que o Brasil tenha um senso de humor tão bom que eles nos amaram e nos tornaram virais", disse o empresário para o portal.

No entanto, ao Canaltech, os donos da empresa falaram que planejam trocar no nome do app para evitar situações desconfortáveis.

"Há uma série de personalidades, de pessoas ligadas ao governo, pessoas públicas, políticos, jornalistas que também querem participar dessa rede social e que também ficam um pouco preocupadas em mencionar esse nome em voz alta na televisão, em programa de rádio, em entrevistas", explicaram.

No Brasil, antes de viralizar e ficar entre os assuntos mais comentados das redes sociais, o aplicativo tinha apenas 2 mil usuários. Em pouco tempo, ganhou mais de um milhão de adeptos no país.

"À tarde, vimos os números aumentando e então nosso chefe de análise nos disse que havia um aumento constante de usuários do Brasil. Foi aí que percebemos que havia um grande interesse pelo Koo no Brasil", falou Radhakrishna ao jornal Extra.

Além de adaptar o idioma da plataforma para o português, a empresa também afirmou deverá abrir escritórios no país e se adequar à legislação brasileira, e manda um aviso para personalidades e políticos brasileiros que foram suspensos no Twitter por desinformação. Agora só resta saber se o interesse pelo Koo vai continuar ou se os brasileiros vão esquecer dessa aventura repleta de trocadílhos.