Kosovo repatria da Síria 110 cidadãos, maioria mulheres e filhos de extremistas

Crianças kosovares repatriadas da Síria jogam futebol no centro de detenção de Vranidoli, perto de Pristana, em 20 de abril de 2019

As autoridades de Kosovo repatriaram da Síria, neste sábado (20), 110 de seus cidadãos, a maioria formada por mulheres e filhos de extremistas - anunciou o ministro kosovar da Justiça, Abelard Tahiri.

"Hoje, nas primeiras horas da manhã, foi realizada uma operação muito delicada e importante, com a ajuda dos Estados Unidos, na qual o governo de Kosovo repatriou 110 cidadãos da zona de guerra na Síria", disse Tahiri à imprensa.

São "quatro (cidadãos) que foram combatentes, 32 mulheres e 74 crianças, nove das quais perderam seus pais na guerra", disse o comandante da polícia kosovar Rashit Qalaj.

Foram repatriados por um avião que aterrissou à noite no aeroporto de Pristina. Essas pessoas "merecem reabilitação e a esperança de uma vida pacífica longe do conflito", disse Tahiri.

Cerca de 300 cidadãos kosovares se uniram às fileiras dos jihadistas na Síria e no Iraque, segundo o Ministério do Interior.

Cerca de 70 deles morreram, e 120 voltaram para seu país. A maioria foi detida em seu regresso.

Para evitar o recrutamento de extremistas, Kosovo adotou em março de 2015 uma lei que estabelece penas de até 15 anos de prisão para os cidadãos que forem combater no exterior.