Kremlin diz que indiciamento de 13 russos por suposta interferência eleitoral nos EUA não prova nada

Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante reunião em Moscou 07/12/2017 REUTERS/Sergei Karpukhin

MOSCOU (Reuters) - O Kremlin disse nesta segunda-feira que as acusações feitas nos Estados Unidos contra 13 cidadãos e empresas da Rússia acusados de interferir na campanha presidencial norte-americana de 2016 não contêm nenhuma prova de envolvimento estatal russo.

Os comentários foram a primeira reação do Kremlin às acusações feitas pelo gabinete do procurador especial Robert Mueller.

O indiciamento, divulgado na sexta-feira, afirma que um braço de propaganda financiado pelo empresário Evgeny Prigozhin supervisionou uma conspiração criminosa e de espionagem para intervir na campanha eleitoral de forma a apoiar Donald Trump e desacreditar Hillary Clinton.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o indiciamento se concentrou apenas em indivíduos e que não apresentou provas tangíveis de que o próprio Kremlin ou agências do governo russo se envolveram.

"Eles (norte-americanos) estão falando de cidadãos russos, mas ouvimos em anúncios de Washington acusações sobre o envolvimento do Estado russo, do Kremlin e do governo russo", disse Peskov aos repórteres em uma teleconferência.

"Não há indícios de que o Estado russo poderia ter se envolvido nisto, nem pode haver. A Rússia não interferiu, não tem o hábito de interferir nos assuntos internos de outros países, e não o está fazendo agora".

O Kremlin vem negando repetidamente as alegações de que a Rússia tentou influenciar a eleição de 2016 para ajudar Trump a conquistar a Casa Branca, classificando tais alegações como uma campanha anti-Rússia nos EUA.

Peskov disse nesta segunda-feira que tais acusações são infundadas e injustas.

(Por Andrew Osborn)