Kremlin diz que não há ultimatos, mas Rússia precisa de respostas concretas sobre segurança

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Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em Moscou

MOSCOU (Reuters) - A Rússia não está fazendo ultimatos em suas negociações com o Ocidente, mas precisa de respostas concretas em relação a suas preocupações de segurança, disse o Kremlin nesta quarta-feira, quando as conversações com a aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) acontecem em Bruxelas.

A Rússia apresentará suas exigências de garantias de segurança na Europa aos 30 membros da Otan, após intensas conversas com os Estados Unidos em Genebra, que mostraram que os dois lados têm grandes diferenças a superar.

As reuniões são parte de um esforço para desarmar as piores tensões Leste-Oeste desde a Guerra Fria, desencadeadas principalmente por um confronto sobre a Ucrânia, que os Estados Unidos dizem que a Rússia pode estar planejando invadir. Moscou rejeita tais alegações.

O porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov disse aos repórteres que a Rússia estava pronta para negociar diretamente com a Ucrânia, desde que os acordos existentes fossem cumpridos.

Peskov disse que os exercícios com munição real com tropas e tanques que as forças russas realizaram perto da fronteira ucraniana na terça-feira não estavam ligados às conversações com a Otan.

(Reportagem de Dmitry Antonov)

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