Lágrimas e abraços dos primeiros britânicos repatriados de Sharm el-Sheikh

Turistas aguardam para embarcar no aeroporto de Sharm el-Sheikh, Egito, no dia 6 de novembro de 2015

Os primeiros turistas britânicos repatriados de Sharm el-Sheikh após a tragédia do avião russo demonstraram sua emoção ao chegar a Londres e criticaram as precárias medidas de segurança das forças egípcias.

"A segurança no Egito era escandalosa", explicou Nathan Hazelwood à imprensa reunida no aeroporto de Gatwick. "Era possível pagar para passar pela segurança rapidamente, sem ser revistado", completou.

O primeiro avião com os turistas chegou durante a tarde em Gatwick. Trata-se do primeiro dos voos da companhia aérea britânica Easyjet que chegará ao Reino Unido de Sharm el-Sheikh levando para casa um total de 359 turistas dos 20.000 que esperam repatriação.

"Estou muito emocionada de estar em casa com minha família, não acreditava que iríamos voltar", disse Emma Kent entre lágrimas.

"O piloto foi aplaudido quando aterrissamos. Acredito que muita gente se perguntou se quer voltar ao Egito. Não pelo terrorismo, porque acredito que isto pode acontecer em qualquer lugar e momento, mas por como aconteceu tudo depois", explicou Nicky Bull, uma mulher de 60 anos.

"Era um desastre. O aeroporto, as brigas... Muito ruim. Todos passamos pela segurança com garrafas de água dos nossos hotéis", algo que teoricamente é proibido, "então, não, a segurança não melhorou" em Sharm el-Sheikh após a tragédia do avião russo.

Robert Cappa, de 36 anos, que voltava com sua mulher e filho, disse coisas amáveis sobre os egípcios: "cuidaram de nós, nos deram o que comer, nos deram mais informação do que a Easyjet e do que o governo britânico".

Esperava-se a chegada de outros voos nesta sexta-feira, contudo a aviação egípcia decidiu autorizar apenas oito dos 29 voos que estavam prontos para repatriar os britânicos.

Londres decidiu assumir pessoalmente a volta dos turistas e enviou seus próprios especialistas em segurança, segundo meios britânicos, porque suspeita que alguém colocou uma bomba no porão do avião russo que caiu no sábado ao sair de Sharm el-Sheikh, matando 224 pessoas.

Os passageiros repatriados só poderão levar bagagem de mão e o resto de seus pertences chegará posteriormente.

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