Lázaro Ramos estreia peça como diretor, fala sobre testes constrangedores e elogia Taís Araújo: ‘Minha mulher é um fenômeno’

Carol Marques
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Lázaro Ramos dirige peça no Rio

“Você pode se arrastar no chão?”. “Contracena com essa pilastra, por favor?”. Não é piada. Estas foram apenas alguuns dos pedidos feitos a Lázaro Ramos em testes para atores. “Costumo dizer que já me pediram coisas bem constrangedoras. Se fosse contar, perderia amigos. E como quero trabalhar com muitos ainda, não conto”, diverte-se o ator, que não precisou tirar a roupa em nenhum deles: “Não teria efeito algum!”.

As cenas apenas servem como ilustração para algumas relações trabalhistas que Lázaro já presenciou. E poderiam caber, dentro de outro contexto, é claro , na peça “O método Grönholm — Em busca de um emprego”, que, como diretor, ele estreia nesta sexta-feira, 6, no teatro Prudential, no Rio de Janeiro.

“Conheço muito bem o texto, encenei durante um ano, em 2013, e agora tenho a oportunidade de dirigi-lo num mundo muito mais conectado, em que estamos bem mais expostos às máscaras o tempo todo”, avalia.

Lázaro foi buscar no texto original do espanhol Jordi Galceran as ferramentas necessarias para estar do outro lado do palco. “Essa história sempre me encantou. Quando a Anna Sophia (Folch, atriz que também atua no espetáculo) me procurou para montá-la, nem pensei duas vezes. Atuei com o Ângelo Paes Leme, marido dela, na época e a Ana asistia todos os dias”, justifica.

“O método” mostra quatro executivos desempregados que se reúnem numa sala fechada para conseguir um superemprego numa multinacional e se submetem a situações inimagináveis cheias de sarcasmo, humor e ironia. “Cada um tem um perfil e a pergunta válida é até onde alguém iria por uma vaga. Nada mais atual. Esse autor era um visionário, que previu como seria o mundo como é hoje. E tudo isso é embalado com muito humor. Garanto boas risadas”, promete.

Estar do outro lado da coxia ou das câmeras tem encantado Lázaro cada vez mais. “É um lugar em que estou cada vez mais à vontade”, admite. Ele não pretende largar a atuação, mas quer mostrar seu olhar sobre a arte em que acredita. Na TV vai participar da segunda temporada da série “Aruanas”, como um prefeito. Terá a oportunidade de contracenar com a mulher Taís Araújo mais uma vez: “Desta vez ela fará uma participação por conta das gravações da novela”.

“Também brigamos”

Juntos há 15 anos, em muitos deles Lázaro e Taís fizeram do trabalho uma extensão da relação. Não por acaso, se tornaram um dos casais mais admirados do meio artístico. “É muito engraçado que as pessoas olhem pra gente e tenham uma identificação e até uma idealização de casal perfeito. Mas não somos! Também discutimos, divergimos, brigamos. Normal de todo ser humano. O que há é um respeito imenso e muita vontade de dar certo”, pondera.

Sobre a mulher, Lázaro não poupa superlativos. “Eu tenho uma mulher que é um fenômeno. Um mulherão mesmo. Em todos os sentidos. No que construiu para sua carreira, no discurso que tem, na forma como pensa o todo e no que ela quer deixar para o mundo”, enumera.

No legado, estão os filhos João Vicente, de 8 anos, e Maria Antônia, de 4. Com a proximidade do Dia Internacional da Mulher, Lázaroi faz uma reflexão do futuro que deseja para a caçula. E nele há mais elogios para Taís: “Eu espero que ela consiga desenvolver de forma feliz e plena o que a mãe conseguiu realizar, que possa ter essa atenção e presença do jeito dela e que seja quem ela quiser ser”.