Líbano à beira de crise alimentar

A guerra na Ucrânia, país considerado celeiro da “Europa”, tem levado a inúmeras restrições na exportação de trigo e outros cereais, que permanecem retidos no Porto de Odessa. Os agricultores ucranianos procuram agora novas soluções para a comercialização do produto, que se mantém à espera nos armazéns.

Maksim Vorobyov, agricultor ucraniano, diz que procura novas soluções para escoar os cereais.

"Gostaríamos que nos organizássemos para descobrir um especialista em logística, para nos ajudar ou juntar várias pequenas quintas na compra de meios de transporte para que possamos escoar nós mesmos a produção"

O conflito na Ucrânia afetou vários países, entre eles o Líbano, que importa 90% de trigo do estrangeiro. Cerca de 65% provém da Rússia e Ucrânia.

Emin Selam, ministro do Comércio do Libano, mostrou-se preocupado com as reservas de trigo do país, mas diz que procura soluções junto do Banco Mundial, da Ucrânia e de outros países.

"Temos agora no país cerca de 40 mil toneladas de trigo. É uma situação muito desafiante porque o Líbano perdeu as reservas nacionais, após a explosão no porto de Beiture"

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que dura há já 5 meses, provocou um aumento dos preços do pão no Líbano, Líbia e Egipto.

O dono de uma pastelaria libanesa diz que o problema entre a Rússia e a Ucrânia tem impacto no país, mas que o principal problema é o facto de não terem dólares.

Em abril, várias padarias fecharam portas devido ao aumento do preço dos bens e à crise de abastecimento de trigo. De acordo com as autoridades libansesas, se a compra de trigo for interrompida durante um mês, o país enfrentará uma crise de pão.

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